Músico brasileiro preso por suspeita de ligação com Hezbollah já admite que recebeu proposta para matar

Um dos presos pela Polícia Federal na Operação Trapiche, que investiga um suposto recrutamento de brasileiros pelo grupo Hezbollah para cometer atos terroristas, mudou sua versão sobre sua viagem ao Líbano. O músico Michael Messias, que havia dito que foi ao país para fazer um show de pagode, agora afirma que recebeu uma oferta em…

Um dos presos pela Polícia Federal na Operação Trapiche, que investiga um suposto recrutamento de brasileiros pelo grupo Hezbollah para cometer atos terroristas, mudou sua versão sobre sua viagem ao Líbano. O músico Michael Messias, que havia dito que foi ao país para fazer um show de pagode, agora afirma que recebeu uma oferta em dinheiro para realizar assassinatos, segundo o jornalista César Tralli, da TV Globo.

Segundo o novo depoimento de Messias, ele teve dois encontros com Mohamad Khir Abdulmajid, sírio naturalizado brasileiro que é o principal alvo da operação. No primeiro encontro, Mohamad perguntou se Messias já havia matado alguém e se seria capaz de matar. O músico negou e recebeu R$ 500 em sua conta e mais uma quantia em espécie para fazer turismo em Beirute.

No segundo encontro, três dias depois, Mohamad estava acompanhado de outro homem armado e ofereceu a Messias uma quantia de “US$ 100 mil ou mais” para que ele executasse pessoas. Mais uma vez, o músico recusou. Mohamad então perguntou se Messias conhecia alguém que aceitaria a proposta, mas ele também negou.

Messias voltou ao Brasil e não teve mais contato com Mohamad, a não ser por uma mensagem de Whatsapp, um mês depois, perguntando quando ele retornaria a Beirute. O músico disse que não sabia o que era Hezbollah e que nunca ouviu o nome do grupo nos encontros com Mohamad.

Messias foi preso no dia 12 em Copacabana e continua detido. A PF tenta negociar com o Líbano a prisão e extradição de Mohamad.

Com informações do Brasil 247

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