Música e saúde mental entram no foco de nova política aprovada no Rio

Texto prevê conscientização sobre ansiedade, bem-estar emocional e efeitos do consumo musical na população

A influência da música no comportamento, nas emoções e até na saúde mental passou a entrar oficialmente no debate de políticas públicas do estado do Rio de Janeiro. A Assembleia Legislativa (Alerj) aprovou nesta quinta-feira (14), em segunda discussão, o projeto que cria a Política Estadual de Conscientização sobre os Efeitos da Música na Saúde Mental e Física da População.

A proposta, de autoria do deputado Arthur Monteiro (Solidariedade), prevê ações educativas e campanhas de conscientização sobre os impactos da música no bem-estar biopsicossocial, com foco em questões ligadas à ansiedade, saúde emocional e funcionamento neurocognitivo.

Após a aprovação em plenário, o texto seguirá para análise do governador, que poderá sancionar ou vetar a medida.

Campanhas educativas

Entre as ações previstas pelo projeto estão campanhas de conscientização em escolas públicas e privadas do ensino fundamental e médio, além da divulgação de conteúdos educativos em meios de comunicação.

A proposta prevê que as informações abordem os efeitos da música no corpo, nas emoções e no comportamento, sempre com base em estudos científicos.

O texto também estabelece que professores poderão receber capacitação para orientar estudantes sobre os impactos da música na saúde física, mental e social de forma integrada às atividades pedagógicas.

Comitê de especialistas

Outro ponto previsto na proposta é a criação de um comitê interinstitucional formado por profissionais das áreas de neurociência, psicologia, educação e saúde pública.

O grupo terá a função de acompanhar e incentivar pesquisas científicas relacionadas aos efeitos da música sobre a população.

Além disso, o projeto autoriza a criação de uma plataforma digital interativa para disponibilizar conteúdos educativos e orientações acessíveis ao público.

Parcerias e pesquisas

A política poderá ser desenvolvida em parceria com as secretarias estaduais de Saúde, Educação, Cultura e Ciência e Tecnologia, além de universidades, centros de pesquisa e instituições públicas e privadas.

O texto também autoriza a realização de convênios com organizações não governamentais e entidades acadêmicas para produção de materiais pedagógicos, conteúdos audiovisuais e campanhas em mídias digitais e tradicionais.

Segundo o deputado Arthur Monteiro, a proposta busca ampliar a discussão sobre o papel da música na formação social e emocional da população.

“A música é uma poderosa ferramenta de formação social e emocional. Mal utilizada, pode induzir ansiedade e outros comportamentos prejudiciais. Bem direcionada, torna-se instrumento de educação, cultura e promoção do bem-estar”, afirmou o parlamentar.

Base científica

De acordo com o projeto aprovado, todas as ações deverão ser fundamentadas em evidências científicas e abordar temas como a influência da música nas emoções, seus efeitos sobre o organismo e a importância de escolhas conscientes relacionadas ao consumo musical.

A proposta também prevê estímulo à produção de estudos voltados ao impacto da música na qualidade de vida e no equilíbrio emocional da população fluminense.

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