MPF investiga rádio do Paraná suspeita de financiar atos golpistas

O Ministério Público Federal (MPF) do Paraná abriu um inquérito na última terça-feira (7/2) contra uma rádio em Cascavel (PR) por supostamente financiar os atos golpistas do 8 de janeiro, incentivar discursos extremistas e até fazer propaganda em um acampamento golpista em frente à sede do Exército na cidade. As informações são de Guilherme Amado, no…

O Ministério Público Federal (MPF) do Paraná abriu um inquérito na última terça-feira (7/2) contra uma rádio em Cascavel (PR) por supostamente financiar os atos golpistas do 8 de janeiro, incentivar discursos extremistas e até fazer propaganda em um acampamento golpista em frente à sede do Exército na cidade.

As informações são de Guilherme Amado, no Metrópoles.

Segundo o MPF, há suspeitas de que a Rádio Cidade de Cascavel, cujo nome comercial é Rádio Estúdio 92,3 FM, tenha financiado diversos atos democráticos em Brasília e em Cascavel (PR), inclusive o de 8 de janeiro, quando bolsonaristas saquearam as sedes dos Três Poderes.

O canal com concessão pública estimulou ideias antidemocráticas e pregou crimes, o que é proibido. Também divulgou mentiras de “supostos especialistas jurídicos” para reforçar teorias extremistas.

Os investigadores apontaram que, no fim do ano passado, o apresentador Duka Siliprandi fez diversas afirmações de teor criminoso, sem qualquer lastro na realidade.

Após a derrota de Jair Bolsonaro e o início dos acampamentos golpistas, Siliprandi disse que Bolsonaro “foi roubado nas urnas”.

O funcionário da Rádio Estúdio afirmou também que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, “surtou, apresenta visíveis sinais de alucinação, atingiu faz muito tempo o delírio, é uma espécie de demência”.

As Forças Armadas e os golpistas civis também foram incitados a um confronto armado golpista: “Se as Forças Armadas, porventura, não tomarem o lado dos patriotas, creio eu que o povo deve ir para o sacrifício, em nome da liberdade e da honra”.

Agora, a rádio terá 15 dias para prestar explicações ao MPF. A empresa está proibida de mudar qualquer conteúdo publicado nas redes sociais, inclusive transmissões no Youtube.

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