MPF e MPT fecham acordo para tentar acelerar punições após casos de assédio eleitoral baterem recorde em todo país

Procuradoria do Trabalho já recebeu 533 denúncias de assédio eleitoral; estados recordistas são Bahia e SP

Com explosão de casos de assédio eleitoral em todo o país, a Procuradoria-geral Eleitoral e o Ministério Público do Trabalho (MPT) assinaram nesta terça-feira um acordo de cooperação para tentar acelerar punições. Pelo documento, ao qual a reportagem teve acesso, os órgãos tomarão uma série de medidas para garantir o encaminhamento “célere e efetivo” das representações.

O objetivo é permitir que sejam tomadas as “providências cabíveis” no âmbito eleitoral, garantindo o direito ao exercício livre do voto. O acordo busca ainda que as ações trabalhistas tenham andamento quando um caso for remetido inicialmente ao Ministério Público Eleitoral.

O número de denúncias recebidas pelo MPT vem batendo recorde. Até agora, foram 533 coletadas em todo o país. Os Estados recordistas são Bahia e São Paulo, com 73 e 71 denúncias, respectivamente.

O assédio eleitoral ocorre quando há coação, intimidação, ameaça, humilhação ou constrangimento no local de trabalho para influenciar ou manipular o voto de um empregado.

Pelo acordo de cooperação técnica, os procuradores regionais eleitorais e os promotores eleitorais devem trocar informações com os procuradores do trabalho de cada Estado, abrindo caminho para a atuação integrada entre os órgãos.

O crescimento do número de ocorrências na eleição presidencial de 2022 levou tanto o Ministério Público do Trabalho quanto a Justiça Eleitoral a lançarem iniciativas neste ano para aumentar o conhecimento sobre assédio eleitoral e o enfrentamento à prática. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) passou a usar um robô para mapear casos e avisar os tribunais regionais, possibilitando que eles tenham tratamento prioritário.

Com informações do GLOBO.

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