O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), resiste à proposta de levar diretamente ao plenário o chamado PL da Misoginia, como defende a deputada Erika Hilton (PSol-RJ).
Conforme o Metrópoles, Motta tem argumentado a interlocutores que o tema é sensível e requer maior debate antes de ser submetido à votação. Segundo ele, a intenção é dar “tratamento regimental” ao projeto, mantendo a discussão focada na construção de medidas concretas para ampliar a proteção das mulheres.
Já Erika Hilton defende a tramitação acelerada da proposta, inclusive com a possibilidade de apresentação de um requerimento de urgência para que o texto seja analisado diretamente pelo plenário, sem passar por todas as comissões temáticas. A parlamentar avalia que o tema exige resposta rápida do Congresso diante do avanço de discursos de ódio.
O projeto prevê a inclusão da misoginia na legislação que trata de crimes de discriminação, com penas de dois a cinco anos de prisão, além de multa. Caso seja aprovado pela Câmara sem alterações, o texto seguirá para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.






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