Motoristas fazem bandalhas e atrasam travessia na Ponte Rio-Niterói

Cerca de mil veículos por dia fazem manobra ilegal e usam pista para pagamento exclusivo, via tag

A travessia da Ponte Rio-Niterói, que em condições normais leva em média 13 minutos, é impactada por diversos fatores, incluindo o uso irregular das pistas automáticas de pagamento via tag na praça do pedágio. Um levantamento da concessionária Ecoponte revelou que cerca de mil veículos por dia realizam essa manobra ilegal, aumentando o intervalo entre as passagens de três segundos para cerca de um minuto. Além disso, 63% dos motoristas abordados possuem irregularidades documentais ou veiculares.

Jean Rodrigues, gerente de engenharia e operações da Ecoponte, destacou o impacto desse comportamento no esquema funcional da via, que precisa deslocar colaboradores para lidar com essas infrações. Ele afirmou que a Ponte é dinâmica e que ajustes constantes são necessários para melhorar a fluidez do trânsito.

A presença de fura-filas adiciona um desafio extra ao planejamento, já que é necessário seguir protocolos rígidos para liberar a via rapidamente em caso de acidentes de baixa complexidade, com um tempo de resposta de 15 minutos.

Para conter os fura-filas, a Ecoponte conta com o apoio de agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que realizam fiscalização nas pistas e monitoramento em tempo real através das câmeras do Centro de Controle de Tráfego.

As numerações das placas dos veículos infratores são enviadas para a Agência Nacional de Transportes Terrestre (ANTT). A PRF informou que realiza a fiscalização tanto por abordagens diretas quanto por videomonitoramento, emitindo autuações em caso de infrações de trânsito. O controle eletrônico da Ponte Rio-Niterói é mantido 24 horas por dia.

Outro aspecto relevante é a mudança no pagamento do pedágio, que desde maio deste ano passou a ser aceito exclusivamente por aproximação. Estudos da Ecoponte mostraram que o método tradicional de inserção do cartão levava cerca de 27 segundos, enquanto o pagamento por aproximação é finalizado em apenas sete segundos. O pagamento em dinheiro é processado em cerca de nove segundos.

O uso de celular ao volante é outra questão que afeta a fluidez do trânsito. Em média, são registradas 40 colisões por mês, com destaque para as batidas traseiras, que representam 54% das ocorrências, enquanto 25% são laterais. Acidentes envolvendo motos correspondem a 15%.

Uso de celular causa maioria das colisões

José Marcelo Borges, coordenador de tráfego da Ecoponte, apontou o uso do celular como a causa de 95% dos acidentes. Ele alertou que esses sinistros poderiam ser evitados e destacou que todas as quatro mortes registradas este ano na via envolveram motociclistas, que são a parte mais vulnerável no trânsito.

A Ecoponte está estudando a implementação do esquema free flow, um sistema de leitura automática de placas e tags, que promete melhorar a fluidez da Ponte. Atualmente, 150 mil veículos trafegam diariamente pela via, que é uma das mais importantes da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Com informações de O Globo

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