*Janaína Lisboa
Ainda falta tempo, mas as campanhas já disputam marqueteiros para as eleições do ano que vem. Como dito aqui na coluna, o marqueteiro Paulo Vasconcelos era o favorito para assumir a futura campanha de Rodrigo Bacellar ao governo do Rio. Experimentado, Vasconcellos foi o responsável pela campanha arrebatadora que deu a vitória, em primeiro turno, na reeleição de Cláudio Castro, em 2022. Também foi dele a estratégia de campanha de Alexandre Ramagem à prefeitura da capital fluminense, no ano passado. Acontece que o publicitário já tem tudo apalavrado para abraçar uma empreitada de Alessandro Molon ao Senado.
A aliados, Vasconcelos descarta qualquer vínculo com Bacellar e pretende abraçar uma campanha mais ao centro, do que mais um nome associado a Bolsonaro no Rio.
No bolsonarismo, a aposta nele era grande: embora Ramagem tenha sido derrotado por Eduardo Paes, a avaliação de Vasconcelos seguiu sendo boa, já que tinha o dever de popularizar o nome de um desconhecido do grande eleitorado e tenha se saído bem, na tarefa de apresentá-lo como alternativa em um cenário no qual pipocavam denúncias contra o ex-diretor da Abin. Mas, mais do que isso: nas duas campanhas, Vasconcelos se saiu bem na tarefa de colocar Castro e Ramagens como nomes da confiança de Bolsonaro.
Antes de Castro, Ramagem e agora Molon, Vasconcelos ficou conhecido pelas campanhas do ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB). No ano passado, o publicitário mineiro teve como foco a reeleição de Fuad Noman (PSD) em Belo Horizonte.
Outros nomes são citados como potenciais marqueteiros de Bacellar, como Paulo Nobel, responsável pela campanha de Tarcísio de Freitas ao governo de São Paulo, e Alexandre Oltramari, responsável pela vitória do governador Wilson Lima no Amazonas.





