Ministra Sonia Guajajara vai visitar região onde indígena foi assassinada a tiros por fazendeiros

Comitiva liderada pela ministra embarca nesta segunda-feira para interior da Bahia.

A ministra dos Povs Indígenas e Originários, Sonia Guajajara, visitará nesta segunda-feira a Terra Indígena Caramuru-Catarina Paraguassu, na Bahia, para acompanhar as investigações de um ataque contra indígenas na região.

Dois fazendeiros foram presos em flagrante neste domingo suspeitos de matar a tiros uma indígena da etnia pataxó no município de Potiraguá. Segundo o ministério, a indígena morta é Maria de Fátima Muniz, conhecida como Nega Pataxó.

O irmão de Maria, o cacique Nailton Muniz, foi baleado nos rins e passou por cirurgia em um hospital local. Além deles, outros feridos chegaram a serem hospitalizados, mas não correm risco de vida.

O ataque aconteceu em resposta uma ação dos indígenas que reivindicam a área cuja posse, segundo os Pataxó, já foi garantida pela Justiça, mas ainda não teve iniciado o procedimento demarcatório pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

Segundo o Ministério dos Povos Indígenas, o ataque aconteceu por uma disputa de posse de uma fazendo na região, que havia sido ocupada por indígenas. A pasta afirmou que o ataque aconteceu após uma mobilização que reuniu cerca de 200 ruralistas.

“Cerca de 200 ruralistas da região se mobilizaram através de um chamado de WhatsApp, que convocava os fazendeiros e comerciantes para recuperar por meios próprios, sem decisão judicial, a posse da Fazenda Inhuma, ocupada por indígenas no último sábado (20/01). Eles cercaram a área com dezenas de caminhonetes”, diz a nota divulgada pelo ministério.

Em nota, o ministério diz que acompanha as investigações do caso junto da Polícia Federal, da Secretaria de Segurança Pública da Bahia e dos ministérios da Justiça, dos Direitos Humanos e do Desenvolvimento Agrário.

“Representantes do ministério, que estiveram recentemente no sul da Bahia, discutindo questões territoriais com as lideranças Pataxó Hã Hã Hãe, também estão em contato com a Coordenação do Distrito Sanitário Especial Indígena da Bahia, para garantir o cuidado com os feridos”, diz a pasta.

Com informações do GLOBO.

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