Militantes de partidos de direita foram agredidos e expulsos do campus da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, na tarde da última quinta-feira (15), informa o jornal Folha de S. Paulo. O grupo, formado por integrantes do PL e do partido Novo, distribuía panfletos com a frase “Na UFF a direita se cria sim” quando foi hostilizado por estudantes e forçado a deixar o local.
Os manifestantes fazem parte do movimento União Direita Nacional e, em nota publicada após o episódio, afirmaram que foram vítimas de violência por expressarem posições políticas distintas. “Não houve debate, não houve diálogo — apenas ódio, agressividade e expulsão”, diz o texto divulgado nas redes. O grupo negou qualquer tipo de agressão a terceiros.
— anny ruby (@taegirubys) May 15, 2025
Em reação, o Conselho Universitário da UFF divulgou uma moção de repúdio. No documento, afirmou que os atos promovidos por grupos de direita e extrema-direita têm como objetivo deslegitimar a universidade pública. “Não permitiremos que a UFF se torne palco de discursos antidemocráticos, que clamam explicitamente pela privatização de nossa instituição”, declarou o conselho.
A Reitoria da UFF também se manifestou oficialmente. Em nota, reiterou que repudia qualquer forma de violência, preconceito ou intolerância, mas criticou a presença dos militantes no campus. Segundo a universidade, a ação teria como objetivo “acirrar conflitos, promover a violência e instrumentalizar espaços acadêmicos com objetivos antidemocráticos”.
A administração da instituição afirmou ainda que episódios semelhantes vêm sendo articulados em outras universidades públicas, como a USP, a Unicamp e a UnB. “A UFF não endossa, sob nenhuma circunstância, práticas ou discursos que incentivem a violência física, o racismo, a homofobia, as violências de gênero ou qualquer forma de discriminação”, informou a universidade.
A UFF orientou seus estudantes a acionarem a equipe de segurança interna em caso de risco, ameaça ou confrontos. Para situações de agressão física, recomendou que as vítimas procurem uma delegacia e registrem boletim de ocorrência.
Como medida adicional, a universidade anunciou o reforço das rondas de vigilância em seus campi, com o objetivo de garantir a segurança da comunidade acadêmica e de visitantes.





