Meta vai adotar a partir de maio sistema para identificar áudios, imagens e vídeos criados com uso de inteligência artificial   

Marca ‘Made with AI’, que já é usada para identificar imagens fotorrealistas, será aplicada em variedade maior de conteúdos

A partir de maio, a Meta planeja adotar um sistema para identificar áudios, imagens e vídeos criados por inteligência artificial (IA) em suas plataformas de mídia social, como Facebook, Instagram e Threads.

 A iniciativa vem após a empresa já ter implementado a identificação de imagens geradas por IA usando sua própria tecnologia desde dezembro. Em fevereiro, foi anunciado que a Meta estenderia essa identificação para conteúdos gerados por terceiros, como a OpenAI, mas sem um prazo definido.

Agora, a vice-presidente de conteúdo da Meta, Monika Bickert, revelou que começarão a marcar o conteúdo gerado por IA a partir de maio de 2024. A marca “Made with AI”, que já é usada para identificar imagens fotorrealistas, será aplicada em uma variedade maior de conteúdos, incluindo vídeo, áudio e imagens.

Essa identificação será realizada se a plataforma detectar sinais de que o conteúdo foi gerado por IA, seguindo padrões da indústria, ou se os usuários indicarem que estão compartilhando conteúdo gerado por IA.

A decisão de marcar esses conteúdos foi tomada após consulta ao conselho de supervisão da empresa, que destacou a importância da transparência e contexto para lidar com conteúdos manipulados, visando a evitar restrições desnecessárias à liberdade de expressão.

Em vez de remover esses conteúdos, como era feito anteriormente, a Meta optará por adicionar etiquetas e contexto a eles.

No entanto, a Meta enfatiza que qualquer conteúdo, seja gerado por humano ou por IA, que viole suas políticas, como interferência nos processos eleitorais, intimidação, assédio ou violência, será removido.

A empresa expressa confiança em sua rede de aproximadamente cem verificadores de dados independentes para detectar conteúdos gerados por IA falsos ou enganosos.

Essa abordagem de transparência e contextualização também está sendo adotada por outras grandes empresas de tecnologia, como Microsoft, Google e OpenAI, devido ao receio de que ferramentas de IA possam ser usadas para disseminar desinformação e caos político, especialmente em anos eleitorais.

Além das implicações políticas, o desenvolvimento contínuo de programas de IA generativa tem levantado preocupações sobre a produção de conteúdo degradante, como deepfakes pornográficos, afetando figuras públicas e pessoas comuns.

Com informações de O Globo.

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