Uma operação da Corregedoria Interna da Polícia Civil, com o apoio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), recuperou nesta sexta-feira uma máquina de cigarros de cerca de seis metros de comprimento e que pesava cinco toneladas furtada, em fevereiro do ano passado, da Cidade da Polícia, na Zona Norte. O equipamento, que estava pintado de outras cores, foi localizado no Mercado São Sebastião, na Penha, na mesma região.
O furto foi descoberto apenas em julho, cerca de três meses depois, quando levou um oficial de Justiça até o depósito buscar o equipamento, que havia sido arrematado em um leilão on-line pela empresa Indústria Amazônica de Cigarros Ltda. O caso foi comunicado ao Departamento Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD) no início de agosto, que, por sua vez, entrou em contato com a DRFC.
A máquina havia sido apreendida em julho de 2022, durante uma operação da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD). Após a apreensão, a máquina foi alocada no depósito da DRFC, que fica na Cidade da Polícia.
A reportagem apurou que um policial ficou responsável pela supervisão da máquina. Ele, no entanto, não pertencia à DRFC e não tinha acesso à chave do depósito — que apenas um grupo restrito de, no máximo, três pessoas possuía. A falta de acesso impossibilitava frequentes inspeções, que eram realizadas apenas quando necessário, o que teria feito com que o crime demorasse a ser descoberto.
À época, a Delegacia de Cargas havia acabado de ter mudanças na gestão. Em setembro, uma sindicância foi aberta para investigar o caso. O novo titular, então, ouviu o ex-delegado responsável pela especializada e outros policiais que ali trabalhavam, sem chegar a uma conclusão sobre o crime. A Corregedoria da Polícia Civil recebeu a sindicância apenas meses depois, em novembro, quando passou a investigar.
Com informações do GLOBO.





