Um grupo formado por mais de 140 entidades da sociedade civil lançará nesta quinta-feira (25) uma carta em que apresenta reivindicações para que o Estado brasileiro combata o racismo ambiental, conceito que versa sobre a exposição de determinados grupos a ambientes insalubres e com pouca infraestrutura.
Segundo a coluna da jornalista Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, uma cópia do documento deve ser entregue ao Ministério do Meio Ambiente.
A mobilização terá início na mesma semana em que a pasta chefiada por Marina Silva enfrenta uma série de derrotas impostas pelo Congresso Nacional. Na quarta (24), a comissão mista que analisou a Medida Provisória da reorganização da Esplanada dos Ministérios propôs mudanças que, na prática, enfraquecem a política ambiental do governo.
Para o comunicador Igor Travassos, que integra a Articulação Negra de Pernambuco e a Coalizão Negra por Direitos, o lançamento da carta neste momento “demonstra que a sociedade civil, as organizações de direitos humanos, antirracistas e ambientais continuarão pautando o fortalecimento do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima”, assim como os mecanismos em prol da preservação do meio ambiente.
“Nós estamos vivendo um aumento significativo na frequência e intensidade dos eventos extremos, que têm ceifado a vida de milhares de pessoas, e isso é fruto também do desmonte das políticas ambientais”, destaca Travassos.
A carta elaborada pela campanha “Adaptação Antirracista” pede que o Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima, de 2016, seja atualizado e efetivamente implementado, e que o setor privado também seja chamado à ação climática.
Segundo o documento, somente no ano passado mais de 500 brasileiros morreram em decorrência dos impactos causados por grandes volumes de chuvas, seja por causa de enchentes ou deslizamentos, e que pouco tem sido feito para evitar episódios como esses.




