Lula diz que não quer “compromisso” de ter que indicar mulher ou negro para vaga de Lewandowski no STF

No dia em que foi oficializada a aposentadoria do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não se comprometeu a indicar uma mulher ou negro para a Corte. Ao ser questionado sobre o tema, Lula declarou que não vai considerar o critério identitário para a escolha do futuro…

No dia em que foi oficializada a aposentadoria do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não se comprometeu a indicar uma mulher ou negro para a Corte.

Ao ser questionado sobre o tema, Lula declarou que não vai considerar o critério identitário para a escolha do futuro ministro do tribunal e que este é um compromisso que não quer ter nesse momento.

— Se eu for responder o que você (jornalista) perguntou, eu estarei criando um compromisso que eu não quero ter agora. Se vai ser negro, se vai ser negra, se vai ser mulher, vai ser homem, é um critério que eu vou levar muito em conta na escolha, mas não te darei nenhuma referência, porque, se eu der referência, eu estarei carimbando a futura pessoa que vai ser ministra ou ministro da Suprema Corte. — disse o presidente.

Lula ressaltou, no entanto, que sua indicação será uma pessoa com conhecimento jurídico e sensibilidade social.

— Será uma pessoa altamente gabaritada do ponto de vista do jurídico. A pessoa tem que ter uma compreensão do mundo social, dos problemas sociais desse país. A pessoa tem que conhecer a realidade. Então tem que ter o mínimo de sensibilidade social para assumir uma postura dessa, porque é muita responsabilidade.

O movimento para a indicação de uma mulher negra para a vaga que será aberta no STF se intensificou após o apoio público de ministros do próprio governo, como Silvio Almeida (Direitos Humanos) e Anielle Franco (Igualdade Racial), e do ministro Edson Fachin, do STF.

Hoje, os principais cotados para o posto, porém, não correspondem a esse perfil. No momento, os favoritos são o advogado Cristiano Zanin Martins e Manoel Carlos de Almeida Filho, ex-assessor de Lewandowski.

No encontro com a imprensa, Lula também disse que não vai indicar ninguém “pensando num futuro problema do presidente da República” e sinalizou que não tem pressa para a definição.

— O critério de escolha, a forma como vai ser escolhido para apresentar ao Senado, vai ser feito por mim, bem pensando, bem discutido. O nome que indicarei será certamente um nome que vai fazer justiça ao povo brasileiro. Jamais indicarei um ministro da Supremo Corte por conta de precisar de algum favor. Não foi assim com nenhum que indiquei e não será assim daqui pra frente — ressaltou.

As informações são do Globo online.

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