Lula defende no Brics governança global da inteligência artificial e reforça apoio a mundo multipolar

Presidente critica concentração de tecnologia nas mãos de poucos países e bilionário

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu neste domingo (6) que o desenvolvimento e a regulação da inteligência artificial (IA) sejam feitos de forma “justa, inclusiva e equitativa”, sob uma governança internacional que evite a concentração de poder tecnológico.

Durante discurso na 17ª Cúpula do Brics, realizada no Rio de Janeiro, Lula alertou que a IA “não pode ser um privilégio de poucos países nem se transformar em instrumento de manipulação nas mãos de bilionários”. O presidente reforçou a necessidade de uma ordem internacional baseada no multilateralismo, criticando a hegemonia de grandes potências na condução de temas globais.

“O mundo precisa de uma governança democrática, tanto para as novas tecnologias quanto para a economia e a segurança. O Brics tem papel central nesse esforço”, disse Lula, dirigindo-se aos chefes de Estado e representantes dos 11 países-membros do bloco.

O presidente brasileiro também mencionou a importância de mecanismos regulatórios que levem em conta as especificidades de países em desenvolvimento. Segundo ele, é preciso garantir que o avanço tecnológico beneficie todas as sociedades e reduza desigualdades, em vez de aprofundá-las.

A fala de Lula ecoa as preocupações de outros países do Sul Global quanto ao domínio de empresas e governos do Norte sobre sistemas de IA, infraestrutura de dados e padrões técnicos.

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