Leonel da Esquerda tropeça em fala sobre Bolsonaro e leva bronca de Satiê e Rogério Amorim

Bolsonaristas partem para cima de petista após apoiar “condenação de ex-presidente por joias”

Parece que os olhares de integrantes do PT ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não chegou à Abolição, bairro de Leonel da Esquerda (PT). Em dia de casa esvaziada devido a um evento externo, Leonel aparece na sessão, de forma remota em um carro, para apoiar a colega Maíra do MST (PT), mas terminou deslizando ao confundir a atual acusação contra Bolsonaro com o antigo caso das joias, já rejeitado pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Leonel, que sempre está em companhia de uma bolsa transpassada, sua marca registrada, disparou contra o réu, falando que ele tinha que ser condenado pelo roubo das joias, que pertenceriam aos cofres públicos.

Só que Rafael Satiê, Poubel e, claro, o líder da bancada do PL na casa, Rogério Amorim, partiram para correção do oponente.

“Bolsonaro não foi condenado por causa das joias. Quer lacrar? Dá um Google antes…”, rebateu Satiê, que logo recebeu apoio dos outros dois colegas de Partido LIberal.

Maíra é uma das vereadoras que presidirá a mesa nas sessões durante o mês da Mulher (março) e estava na posição mais alta na hora da intervenção de Leonel. Ainda nesta quarta-feira, tanto ela quanto a vereadora Tânia Bastos (REP) ocuparam o posto. A mesma iniciativa vem sendo adotada na Assembleia Legislativa do Rio.

A assessoria de imprensa de Leonel de Esquerda diz que o vereador petista quis dizer que o “ex-presidente Jair Bolsonaro será preso porque roubou joias, tendo sido indiciado pela Polícia Federal, não tendo afirmado que o inquérito das joias está inserido na mesma ação de 8 de janeiro”.

Já Maíra, que também trocou farpas com o trio do PL no mesmo dia, alegou ter sofrido e testemunhado “violência de gênero”, uma das vezes quando Satiê a comparou à Débora Rodrigues, que foi acusada de pichar, de batom, a estátua do Supremo Tribunal Federal.

“Todas as vezes que você pegar um batom e pôr na boca, lembre-se que tem uma mulher presa por conta do batom”, afirmou o parlamentar, que ainda teria provocado Maíra ao chamar a ex-presidente Dilma Rousseff de “assaltante de banco”.

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