O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se manifestou pela primeira vez sobre a agressão sofrida pelo candidato Pablo Marçal (PRTB), criticando-o por comparar a cadeirada que levou ao atentado sofrido por Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018, quando foi esfaqueado em Juiz de Fora (MG).
Bolsonaro passou por várias cirurgias após o ataque. Marçal também comparou o incidente com a cadeirada ao atentado a tiros sofrido pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em julho deste ano.
Segundo Bolsonaro, a situação envolvendo Marçal e o apresentador José Luiz Datena (PSDB) foi um desentendimento em que “um provocou o outro no limite e o provocado não resistiu e foi para cima”.
“Ele [Marçal] sabia que estava provocando. Ele viu à frente o possível agressor e foi o que aconteceu, lamentamos”, comentou o ex-presidente.
Em relação ao seu próprio atentado, Bolsonaro destacou a gravidade do ocorrido em 2018: “Em Juiz de Fora, eu não conhecia o Adélio Bispo, nunca tinha ouvido falar dele, mas ele se aproximou de mim e deu a facada, que seria mortal, segundo os médicos da Santa Casa de Juiz de Fora. A facada feriu vários órgãos, perfurou o intestino e o mesentério”, relembra.
Bolsonaro ainda enfatizou o impacto duradouro do ataque. “Graças a Deus, eu sobrevivi, mas foram momentos, dias e meses de muito sofrimento, marcas que eu guardo até hoje”, completou, ressaltando as consequências físicas e emocionais da agressão.
No mesmo vídeo, Bolsonaro reforça seu pedido de voto em Ricardo Nunes (MDB), frisando que indicou o vice na chapa do prefeito, o ex-comandante da Rota Ricardo Mello Araújo (PL). O ex-presidente diz que o eleitor não pode votar sabendo que está votando errado, insinuando que seria um equívoco o voto em Marçal.
Com informações de Gazeta do Povo
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