A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, recusou-se a presidir a sessão do Senado norte-americano durante a visita do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prevista para essa quarta-feira (24). A decisão é interpretada como um sinal de desaprovação às políticas do líder israelense.
Netanyahu terá em Washington reuniões com autoridades norte-americanas, incluindo uma sessão conjunta com o Congresso. A vice-presidente, que também é presidente do Senado, optou por não liderar a sessão, uma função que tradicionalmente desempenha em eventos importantes.
A recusa de Harris foi interpretada por analistas políticos como um gesto simbólico, refletindo as tensões nas relações entre os EUA e Israel. O governo Biden tem criticado algumas das políticas de Netanyahu, especialmente em relação à expansão de assentamentos na Cisjordânia e questões de direitos humanos.
Alguns democratas apoiaram a decisão de Kamala, enquanto republicanos a criticaram, argumentando que a vice-presidente deveria cumprir seu papel institucional independentemente de suas opiniões pessoais.
A recusa de Harris pode ser vista como uma tentativa de pressionar Netanyahu a reconsiderar algumas de suas políticas mais controversas.
O episódio ocorre em um momento delicado para o governo Biden, que busca equilibrar o apoio tradicional a Israel com a defesa dos direitos humanos e a busca por uma solução pacífica para o conflito israelense-palestino.
Com informações de Poder 360





