Justiça revoga prisão domiciliar, e assassino de tesoureiro do PT voltará para presídio no Paraná

Avaliação médica concluiu que o condenado pode cumprir pena no Complexo Médico Penal de Pinhais

O desembargador Gamaliel Seme Scaff derrubou a liminar que mantinha Jorge Guaranho (foto), condenado pelo assassinato do tesoureiro do PT de Foz do Iguaçu, Marcelo Arruda, em prisão domiciliar. Com a decisão, ele deve ser encaminhado ao Complexo Médico Penal (CMP) de Pinhais para cumprir a pena de 20 anos.

A revogação da prisão domiciliar ocorreu após uma nova avaliação médica, realizada no Instituto Médico-Legal de Curitiba. O relatório indicou que Guaranho, mesmo com necessidades médicas específicas, pode receber o atendimento adequado dentro da unidade prisional. “O CMP informou possuir totais condições de prestar assistência ao paciente”, afirmou o desembargador na decisão publicada na quinta-feira (13).

A defesa de Guaranho havia solicitado a permanência da prisão domiciliar, alegando que o condenado enfrenta dificuldades motoras e neurológicas devido às agressões que sofreu após o crime. No entanto, a Justiça considerou que o estado de saúde dele não impede o cumprimento da pena em regime fechado.

O júri popular que condenou Guaranho foi realizado em fevereiro de 2024, em Curitiba, após ser adiado três vezes. Ele foi condenado por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e perigo comum. Durante o julgamento, testemunhas e peritos foram ouvidos, e o réu prestou depoimento público pela primeira vez, alegando que “não foi à festa da vítima nem para brigar, nem para matar”.

O caso

O crime ocorreu em 9 de julho de 2022, quando Guaranho invadiu a festa de aniversário de Marcelo Arruda, que tinha temática do PT e do presidente Lula. Após uma discussão, ele deixou o local, mas retornou armado e disparou contra Arruda, que reagiu com a arma que portava como guarda municipal. O petista foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

Após o crime, Guaranho foi agredido por convidados da festa e precisou ser hospitalizado. Posteriormente, foi preso no Complexo Médico Penal de Pinhais, onde permaneceu até setembro de 2024, quando recebeu o benefício da prisão domiciliar. Agora, com a revogação da decisão, ele retorna ao regime fechado.

Com informações do g1

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