Justiça revoga prisão de três acusados de envolvimento na morte da advogada Anic Herdy em Petrópolis

Defesa de réus consegue habeas corpus na 7ª Câmara Criminal do TJRJ

A Justiça concedeu habeas corpus e suspendeu os mandados de prisão de três réus acusados de participação no assassinato da advogada Anic Herdy, de 54 anos, morta em fevereiro de 2024 em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. As informações são do g1.

A decisão foi proferida pelo desembargador Sidney Rosa, da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), beneficiando Henrique Fadiga, Maria Luiza Fadiga — filhos do autor confesso do crime — e Rebecca Azevedo, companheira dele. O mandado de prisão havia sido expedido no fim de junho. Lourival Fadiga, pai de Henrique e Maria Luiza e apontado como executor do assassinato, continua preso.

Novas provas motivaram pedido de prisão

Os mandados haviam sido solicitados pelo Ministério Público do Rio (MPRJ), após o surgimento de novas evidências que, segundo os promotores, reforçam a participação dos três no crime. Entre os elementos apresentados estão o laudo da necropsia, a localização do corpo da vítima — que foi ocultado na casa de Lourival —, perícias em veículos usados no dia do assassinato e dados extraídos de celulares apreendidos.

De acordo com a 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Petrópolis, os acusados agiram de forma premeditada e participaram ativamente do feminicídio, da ocultação do cadáver e de um esquema de extorsão. Após o crime, o grupo teria extorquido R$ 4,6 milhões do viúvo de Anic Herdy.

Com requintes de crueldade

O crime ocorreu no dia 29 de fevereiro de 2024. Segundo as investigações, Anic foi atraída para um motel, onde foi assassinada. Em seguida, o corpo foi escondido na residência de Lourival Fadiga. As autoridades acreditam que o crime foi planejado por todos os envolvidos, que depois passaram a chantagear o marido da vítima.

Apesar dos fortes indícios, os réus haviam sido soltos inicialmente por serem primários e possuírem bons antecedentes. No entanto, com o avanço das investigações e diante da gravidade dos fatos, o MP voltou a pedir a prisão preventiva, alegando risco à ordem pública, à instrução criminal e possibilidade de fuga.

Mesmo assim, o desembargador entendeu que não havia elementos suficientes para manter os três acusados presos preventivamente, e derrubou os mandados. A investigação segue em andamento.

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