Justiça de Santa Catarina julga nesta quinta (26) pedido de cassação de senador por suposta interferência de Luciano Hang, da Havan, na campanha eleitoral

O Tribunal Regional Eleitoral (TER) de Santa Catarina julga nesta quinta-feira (26), a partir de 17h, ação por abuso de poder econômico na última eleitoral que pode levar à cassação de mandato do senador Jorge Seif (PL-SC). No cerne da polêmica, está a suposta interferência do empresário Luciano Hang, da loja de departamentos Havan, na sua…

O Tribunal Regional Eleitoral (TER) de Santa Catarina julga nesta quinta-feira (26), a partir de 17h, ação por abuso de poder econômico na última eleitoral que pode levar à cassação de mandato do senador Jorge Seif (PL-SC). No cerne da polêmica, está a suposta interferência do empresário Luciano Hang, da loja de departamentos Havan, na sua campanha do ano passado. Seif foi secretário de Aquicultura e Pesca do governo Bolsonaro.

Nesta manhã, o termo “Seif cassado” foi um dos assuntos mais comentados no X (antigo Twitter). A ação, movida pela coligação estadual “Bora Trabalhar”, composta pelo Patriota, PSD e União Brasil, alega que Seif teria usado cinco aeronaves da loja Havan durante a campanha, sem prestar contas à Justiça Eleitoral.

Além disso, o aliado de Bolsonaro teria sido financiado por um sindicato e recebido assessoria de imprensa por parte da empresa de Hang, o que é vedado pela legislação. Por isso, os adversários políticos solicitam a inelegibilidade pelos próximos oito anos.

Seif foi eleito com 39,8% dos votos em Santa Catarina. O candidato da coligação, o ex-governador Raimundo Colombo (PSD), ficou em segundo lugar com 16,3%.

Contra Seif, há um precedente negativo. Em maio deste ano, o ex-prefeito de Brusque, Ari Vequi, foi cassado justamente por ter usado a estrutura da Havan nas eleições de 2020. Caso o senador seja condenado, sua defesa ainda poderia recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Até o momento, a Procuradoria Regional Eleitoral considerou a denúncia improcedente e defendeu, em manifestação, a permanência do senador no Congresso Nacional.

O senador afirmou que não irá se manifestar sobre o caso. Nos autos do processo, sua defesa afirma não ter provas que sustentem a acusação de que houve abuso de poder econômico.

Com informações de O Globo

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