Nesta sexta-feira (24), Juliana Leite Rangel, de 26 anos, completou um mês de internação no Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, após ser atingida na cabeça por disparos de policiais rodoviários federais na véspera de Natal. O marco foi acompanhado por um momento emocionante: as primeiras palavras da jovem desde o incidente. “Mãe, te amo”, disse Juliana, durante uma sessão de fisioterapia, emocionando a equipe médica e a mãe, Deyse Rangel.
O estado de saúde de Juliana segue estável e apresenta avanços consistentes. Segundo o diretor-médico do hospital, Moisés Almeida, a jovem está lúcida, sem necessidade de ventilação mecânica, e participando de terapias de reabilitação motora e respiratória. “Ela está evoluindo satisfatoriamente, realizando fisioterapia e até tomou banho com auxílio técnico”, informou o médico. Apesar dos progressos, Juliana permanece na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) sem previsão de alta.
A mãe, Deyse, destacou a emoção de ver a filha falar pela primeira vez desde o incidente. “Foi muito emocionante, chorei. Ela também está animada, tomou o segundo banho com ajuda e quer sair logo do hospital. Cada progresso dela é uma vitória”, disse.
O caso ocorreu enquanto Juliana seguia para a casa de familiares em Niterói, quando o carro em que estava foi alvo de tiros disparados por agentes da Polícia Rodoviária Federal em Duque de Caxias. Os policiais alegaram que confundiram o veículo com outro que teria feito disparos. As armas usadas pelos agentes foram apreendidas, e o caso está sendo investigado pela Polícia Federal e pela Corregedoria-Geral da PRF.
A família enfrenta dificuldades financeiras desde o incidente, já que o pai da jovem precisou deixar o trabalho para acompanhá-la. “Estamos vivendo de doações e ainda não recebemos nenhum tipo de assistência financeira. Vamos lutar por justiça”, declarou Deyse, que também agradeceu pelo apoio que a família tem recebido.
Com informações de O Globo





