O desembargador juiz Luciano Carrasco Falavinha votou contra a cassação do senador Sérgio Moro (União Brasil-PR) no julgamento iniciado nesta segunda-feira (1º) no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná. Falavinha considerou improcedente a ação movida por PT e PL, que acusam o ex-juiz da Lava Jato de abuso de poder econômico na eleição de 2022.
O julgamento teve início nesta segunda-feira (1º). Em uma extensa exposição, o relator refutou as teses apresentadas pelos advogados dos dois partidos que pleiteiam a perda de mandato de Moro.
Falavinha Souza expôs que as argumentações da Federação Brasil da Esperança, representante do PT, e do PL deveriam demonstrar uma intenção deliberada de utilizar a exposição midiática durante a candidatura à Presidência para beneficiar Moro em sua corrida ao Senado pelo Paraná. Segundo o desembargador, seria necessário comprovar que Moro tinha desde o início do projeto a intenção de se candidatar pelo estado, o que não teria ocorrido.
Além disso, o relator destacou a ingenuidade em não considerar o caso como parte do campo político, apontando para possíveis retaliações futuras e uma dinâmica de desforra. Falavinha Souza argumentou que, dada a atuação de Moro como juiz em investigações de combate à corrupção, sua entrada no governo e sua candidatura ao Senado, era natural que enfrentasse ataques e retaliações.
A sessão teve início com as explanações dos advogados dos partidos que moveram as ações contra Moro. O advogado do PL-PR, Bruno Cristaldi, argumentou que a disparidade na candidatura de Moro começou no período pré-eleitoral, quando ele foi lançado pelo partido como um futuro presidenciável, garantindo-lhe uma exposição maior do que a dos demais concorrentes.
O julgamento ainda está em andamento e prevê sessões para quarta-feira e para o dia 8 da próxima semana.
Com informações de O Globo
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