O julgamento do meia brasileiro Lucas Paquetá, acusado de manipulação no futebol para beneficiar apostadores, começou nesta segunda-feira (17) na Inglaterra e pode se estender por até três semanas. O jogador de 27 anos, que defende o West Ham, foi alvo da FA (Football Association) em maio do ano passado, sob a alegação de que ele buscou receber cartões amarelos intencionalmente durante quatro partidas da Premier League entre 2022 e 2023.
A FA afirmou que “[Paquetá] tentou diretamente influenciar esses jogos ao buscar intencionalmente um cartão do árbitro com o propósito impróprio de afetar o mercado de apostas”. Os jogos em questão incluem confrontos contra Leicester, Aston Villa, Leeds e Bournemouth.
As investigações revelaram que os cartões coincidiram com um aumento significativo nas apostas online vindas da Ilha de Paquetá, região onde o atleta nasceu, levantando suspeitas sobre sua conduta. A federação inglesa está pedindo o banimento do jogador, que surgiu nas categorias de base do Flamengo.
Paquetá negou as acusações, expressando surpresa e frustração. “Estou extremamente chateado com a decisão da FA de me acusar”, declarou nas redes sociais. O jogador ressaltou que colaborou com a investigação e refutou as alegações, considerando-as baseadas em informações “falsas e enganosas”.
Durante os próximos dias, tanto a FA quanto o jogador apresentarão seus argumentos a um comitê independente. A decisão sobre o caso não possui um prazo definido e as partes podem recorrer à Corte Arbitral do Esporte (CAS) na Suíça. Enquanto isso, Paquetá continuará a jogar normalmente por seu clube e pela seleção brasileira. Casos semelhantes no passado mostraram que as sanções podem ser severas; em 2022, o zagueiro Kynan Isaac foi suspenso por dez anos por uma situação análoga.
Com informações da Folha de S.Paulo





