O juiz Bruno Arthur Mazza Vaccari, do Juizado do Torcedor e dos Grandes Eventos da capital do Rio, decidiu, nesta quarta-feira, 10, revogar o uso de tornozeleira eletrônica por torcedores do Flamengo que foram punidos por levarem ao jogo uma faixa contra torturadores da ditadura. Apesar da decisão favorável, estão proibidos de irem a jogos do Flamengo até 31 de dezembro.
A faixa, que dizia “morte aos torturadores”, foi levada ao Maracanã por dois torcedores na primeira partida da final do Campeonato Carioca entre Flamengo e Fluminense, em 1° de abril. No dia do clássico, que coincidiu com os 59 anos do golpe militar de 1964, os torcedores foram levados ao Juizado Especial Criminal, acusados de tentativa de incitação à violência.
Por decisão do juiz Marcelo Nobre de Almeida, na mesma data, os dois torcedores estavam sendo monitorados por tornozeleira eletrônica e foram condenados a pagar uma multa de R$ 300, além da proibição de frequentarem jogos do Flamengo até o fim de 2023.
A Justiça decidiu, entretanto, acatar a proposta do Ministério Público do Rio de Janeiro de revogação do uso da tornozeleira e a doação de duas baterias veiculares para o Batalhão Especializado em Policiamento em Estádios, com valor de R$ 460 cada.





