E o Joca, quem diria, foi parar em Maricá! O lobo-marinho que se tornou o centro das atenções em Ipanema na última quarta-feira, dia 18, continuou sua jornada inesperada pelo Rio de Janeiro e região. Após despedir-se de banhistas e biólogos no último sábado, o animal surpreendeu ao não seguir diretamente para casa, na Antártica. Em vez disso, fez uma escala na Praia de São Francisco, em Niterói, e, mais tarde, apareceu na Praia de Itaipuaçu, em Maricá, ambas na Região Metropolitana do Rio (veja vídeo abaixo).
Apelidado de Joaquim pelos especialistas que o monitoram, o lobo-marinho, agora chamado carinhosamente de Joca, tem atraído a atenção de curiosos por onde passa. O fotógrafo Adriano Marçal registrou suas aparições neste domingo em Itaipuaçu. Joca, um jovem macho natural da Antártica, virou uma verdadeira sensação com sua fama repentina e comportamento descontraído.
Apesar de sua origem em águas geladas, Joca parece estar aproveitando os primeiros dias do verão carioca. Ele passa boa parte do tempo descansando e rolando na areia, encantando os visitantes. De vez em quando, faz pausas para mergulhar e se refrescar. Sempre que entra na água, as pessoas acreditam que ele está partindo, mas o lobo-marinho parece decidido a prolongar sua estadia no litoral brasileiro. Sua presença na região é considerada rara, especialmente devido às altas temperaturas da estação.
Em seus dias na Zona Sul do Rio, Joca ficou em área isolada com fita, medida de cuidado para manter as pessoas longe dele. Por se tratar de um animal selvagem, os especialistas destacam que não se deve se aproximar, tocar ou alimentá-lo. Os profissionais avaliaram as condições de saúde do lobo-marinho. Por estar bem, ele segue livre nas praias — afinal, é seu habitat natural — e retomará sua viagem quando desejar.
Um passeio natural
Segundo o biólogo marinho Marcelo Szpilman, que idealizou o AquaRio, o animal pode ter saído para pescar e se perdido em uma corrente fria que vem do Sul para o Norte.
— A primeira coisa que podemos notar pelas imagens é que se trata de um macho jovem, deve ter 1 ou 2 anos mais ou menos. É normal que os animais jovens saiam para pescar. Por alguma razão, ele deve ter se perdido do grupo e acabou vindo em uma corrente mais fria, o que deve ter feito ele aparecer na praia. Um animal desse tamanho é capaz de ir voltando aos poucos, mas ele é selvagem, tem dentes e pode ser considerado agressivo, então, o ideal é realmente ser mantido distante — explica o biólogo.
Já para o biólogo Izar Aximoff, especialista em fauna urbana, o que surpreende é a época do ano em que o lobo-marinho apareceu.
— A costa do Rio é um local de parada, descanso e de visita. Normalmente, eles aparecem mais no meio do ano, quando estamos no inverno e há mais correntes de água fria trazendo esses animais. Podemos ter, por exemplo, a chegada de alguma frente fria, alguma massa polar que está trazendo chuvas, e ele pode ter vindo em alguma corrente dessas.
Com informações de O Globo.





