Depois dos ataques aéreos de Israel a instalações de fabricação de mísseis e sistemas de defesa aérea no Irã, em operação que envolveu mais de 100 aeronaves, incluindo modelos de ponta como o F-35, conforme noticiado pelo Jerusalem Post, os aviões israelenses retornaram em segurança. O objetivo da operação teria sido uma retaliação aos recentes ataques iranianos no início de outubro. A agência TASS, em seu levantamento sobre o evento, ressalta que esta ação marca uma escalada significativa nas tensões entre os dois países.
O ataque foi cuidadosamente planejado, com três ondas consecutivas: a primeira focou em “cegar” o sistema de defesa iraniano, enquanto as demais visaram as bases de mísseis e drones. O jornalista Barak Ravid, do Axios, reportou que os bombardeios atingiram cerca de 20 alvos estratégicos em território iraniano, sendo as regiões de Teerã e Karaj fortemente impactadas.
No entanto, de acordo com a agência iraniana ShafaqNA, nenhum dos alvos nucleares ou de infraestrutura estratégica foi atingido, e a imprensa libanesa Al Mayadeen acrescenta que não houve registros de vítimas civis ou militares.
As operações também se estenderam à Síria, onde a agência estatal Sana afirmou que as forças de defesa aérea sírias interceptaram alguns dos mísseis lançados. Acredita-se que a primeira fase dos bombardeios tenha visado radares sírios com o intuito de reduzir a capacidade defensiva do Irã. Enquanto isso, o Irã, por meio de uma fonte citada pela agência Tasnim, prometeu retaliar de forma “proporcional” e confirmou que instalações nas províncias de Teerã, Khuzistão e Ilam foram atingidas, mas sofreram danos limitados.
O governo iraniano emitiu uma ordem de cancelamento de voos em todo o país, embora a situação nas grandes cidades iranianas permaneça calma.
Washington, por sua vez, declarou que não esteve envolvida no ataque israelense e ressaltou que a operação teve como foco alvos militares fora de áreas habitadas.
A administração norte-americana informou ainda que está preparada para reagir a eventuais represálias, mas acredita que o recente ataque de Israel deva encerrar o confronto direto.
Essa ação israelense e as reações subsequentes intensificam a já delicada situação no Oriente Médio. Resta acompanhar os desdobramentos da resposta iraniana e a postura de outras potências diante dessa escalada militar.
Com informações do 247.





