O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, desacelerou para 0,26% em junho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este é o quarto mês consecutivo de desaceleração, após o índice ter registrado 0,36% em maio.
O principal fator para o resultado foi o alívio nos preços dos alimentos, que tiveram a primeira deflação desde setembro do ano passado. Essa retração foi reforçada pela queda no preço da gasolina, item com forte peso na composição do índice. A combinação dos dois elementos ajudou a conter o avanço dos preços ao consumidor no mês.
A leitura do IPCA-15 veio abaixo das expectativas do mercado financeiro, que projetava alta de 0,30% para o mês. O resultado surpreendeu positivamente analistas, que já vinham apontando uma tendência de moderação na inflação, mas ainda aguardavam confirmações mais robustas no comportamento dos preços de itens essenciais.
Alimentos e gasolina em queda
O grupo de alimentação e bebidas, que vinha pressionando a inflação nos últimos meses, teve deflação em junho, aliviando o orçamento das famílias. Produtos como frutas, carnes e alguns tubérculos apresentaram recuo nos preços, segundo o IBGE. A queda nos alimentos tem impacto direto sobre o índice, pois afeta com mais intensidade o consumo das famílias de menor renda.
Outro fator relevante foi a redução no preço da gasolina. Após sucessivos reajustes nos primeiros meses do ano, o combustível teve queda em várias regiões do país, ajudando a reduzir o custo com transporte — um dos principais componentes do IPCA-15.





