A inflação surpreendeu parte do mercado ao acelerar para 0,46% em maio. Analistas projetavam alta de 0,42%, segundo consenso da Bloomberg, mas a pesquisa apontou preços maiores em itens como alimentos e energia elétrica. Este é o primeiro resultado que contabiliza os efeitos das enchentes no Rio Grande do Sul. Em Porto Alegre, capital do estado, o índice disparou para 0,87%, o maior resultado do país.
- No ano, a inflação acumula alta de 2,27%%
- Em 12 meses, o IPCA acumula 3,93%, em linha com o observado nos 12 meses imediatamente anteriores
- Analistas esperavam alta de 0,42%, segundo mediana das projeções compiladas pela Bloomberg
As fortes chuvas que atingiram o estado do RS começaram no dia 27 de abril e se intensificaram no início de maio. Porto Alegre tem peso de 8,61% na composição da inflação nacional e é a quarta de maior relevância entre as 16 capitais pesquisadas pelo IBGE — atrás apenas de São Paulo, Rio e Belo Horizonte.
O que esperar para a inflação em 2024?
Economistas estimam que os preços ao consumidor deverão fechar o ano ao redor de 3,9%, uma alta menos intensa do que a do ano passado, quando ficou em 4,62%. Isso porque segue em curso o processo de desaceleração da inflação, já que a taxa de juros se mantém alta e inibe grandes avanços dos preços. Por outro lado, analistas têm destacado que a tragédia no Rio Grande do Sul terá impacto sobre o custo de bens e serviços este ano.
O governo subiu a previsão de inflação medida pelo IPCA de 3,50% para 3,70% para 2024, por causa das inundações no estado. Dados do Boletim Focus, que reúne projeções de economistas do mercado financeiro, apontam que a projeção da inflação subiu de 3,88% para 3,9% este ano. Para 2025, as estimativas subiram de 3,77% para 3,78%.
Com informações do GLOBO.





