Indicado por Bolsonaro ao STF, ministro André Mendonça vota para absolver 17 golpistas do 8/1

Provas apresentadas não seriam suficientes para comprovar o dolo (intenção criminosa) dos réus, escreveu

O ministro André Mendonça, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro ao STF, posicionou-se de forma contrária aos votos já anunciados, e defendeu a absolvição dos acusados, e abrindo divergência no julgamento de 17 réus pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Quatro ministros – Alexandre de Moraes (relator), Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Flávio Dino – já votaram pela condenação.

Mendonça argumentou em seu voto que as provas apresentadas não seriam suficientes para comprovar o dolo (intenção criminosa) dos réus.

“Observa-se que não há provas sólidas quanto ao dolo – enquanto vontade livre e consciente de praticar os delitos narrados na inicial -, a par da simples admissão de cada réu de que estava, de fato, no acampamento, sem intenções criminosas ou violentas”, afirmou o ministro.

Na contramão, Moraes propôs penas variadas para os acusados. Para a maioria dos casos (16 réus), sugeriu condenação a um ano de reclusão, multa de 20 dias-multa (calculados em meio salário mínimo vigente em 2023) e pagamento de R$ 5 milhões por danos morais coletivos.

A prisão poderia ser convertida em medidas alternativas caso os condenados aceitem condições específicas como prestação de serviços comunitários, participação em curso sobre democracia, abstinência de redes sociais durante o período da pena, suspensão de passaportes e revogação de porte de arma.

Em um caso considerado mais grave, Moraes propôs pena maior: dois anos e cinco meses de reclusão, além da mesma multa de R$ 5 milhões, mantendo a possibilidade de conversão em medidas alternativas.

O julgamento ocorre no plenário virtual do STF, com votação iniciada na última sexta-feira (4) e prazo até esta sexta (11) para conclusão. A divergência aberta por Mendonça coloca em debate a necessidade de comprovação inequívoca de dolo nos crimes atribuídos aos participantes dos ataques às sedes dos Três Poderes.

Com informações do portal Diário do Centro do Mundo

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