IBC-Br: prévia do PIB mostra crescimento acumulado de 2,5% da economia brasileira em 2025

Indicador mostra desaceleração no fim do ano, apesar de avanço no trimestre

A atividade econômica brasileira apresentou retração de 0,2% em dezembro na comparação com novembro, fechando o ano com aumento acumulado de 2,5%, segundo dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central, o IBC-Br. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (19/1) pelo Banco Central.

O resultado interrompe o avanço registrado no mês anterior. Em novembro, frente a outubro, o indicador havia crescido 0,7%. No acumulado do trimestre, no entanto, a atividade manteve trajetória positiva, com alta de 0,4%.

Para calcular o índice, o Banco Central aplica ajuste sazonal, metodologia que elimina efeitos típicos de determinados períodos do ano e permite comparação mais precisa entre meses distintos.

O que é o IBC-Br

O IBC-Br é frequentemente tratado como uma prévia do Produto Interno Bruto. Embora não substitua o cálculo oficial do PIB, divulgado pelo IBGE, o indicador oferece uma sinalização antecipada sobre o ritmo da economia.

O índice reúne estimativas de desempenho dos principais setores produtivos do país: agropecuária, indústria e serviços. O uso de ajuste sazonal torna possível observar tendências e variações reais de atividade, sem distorções relacionadas a datas comemorativas, clima ou sazonalidade de consumo.

O PIB, por sua vez, corresponde à soma de todos os bens e serviços finais produzidos em um país. Quando cresce, indica expansão da economia; quando recua, sinaliza retração da produção e da atividade econômica.

Desempenho por setores

Na decomposição por setores produtivos, o resultado de dezembro foi heterogêneo. A agropecuária apresentou crescimento expressivo de 2,8%. O setor de serviços também avançou, com alta de 0,5%.

Já a indústria registrou queda de 0,2%, contribuindo para o resultado negativo do índice no mês.

A combinação de expansão em alguns segmentos e retração em outros reflete um cenário de desaceleração pontual, mas ainda com sustentação em áreas específicas da economia.

Impacto na política monetária

O IBC-Br é uma das ferramentas consideradas pelo Banco Central na definição da taxa básica de juros, a Selic. O comportamento da atividade econômica influencia decisões de política monetária, sobretudo em um ambiente em que o equilíbrio entre crescimento e controle da inflação é central para a autoridade monetária.

A retração em dezembro pode indicar perda de fôlego no encerramento do ano, mas o avanço no trimestre sugere que a economia ainda mantém algum ritmo de expansão.

Os próximos dados oficiais do PIB, a serem divulgados pelo IBGE, deverão confirmar ou ajustar o diagnóstico apontado pela prévia do Banco Central.

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