A ciência como ferramenta de transformação social esteve no centro do debate promovido pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) na quinta-feira (09). Em audiência pública, especialistas, parlamentares e convidados discutiram como a produção científica pode contribuir para ampliar a qualidade de vida e a inclusão de pessoas com deficiência, em um encontro marcado também pelo reconhecimento a uma pesquisadora brasileira.
A atividade foi realizada pela Comissão da Pessoa com Deficiência e reuniu diferentes perspectivas sobre o papel da pesquisa no avanço de tratamentos e na promoção de autonomia. Durante o encontro, a cientista Tatiana Sampaio foi homenageada com uma Moção de Aplauso pelo trabalho desenvolvido na área de reabilitação neurológica.
Bióloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ela é responsável pelo desenvolvimento da Polilaminina, substância que vem sendo estudada pelo seu potencial em tratamentos neurológicos.
A pesquisadora destacou o significado do reconhecimento recebido.
“A homenagem que recebi aqui é especial. É muito bom que eu possa usar a ciência para de alguma forma ajudar as pessoas e devolver para a sociedade o investimento que foi feito na minha formação. Fico feliz de ver que, neste momento, esse trabalho está chegando às pessoas em uma linguagem de conexão e cooperação. Esta comissão simboliza um momento de encontro da solidariedade, que é o que nos une. O que queremos é contribuir para um mundo melhor”, afirmou.
Ciência como instrumento de inclusão
Ao longo da audiência, o debate abordou o impacto da pesquisa científica na recuperação funcional de pessoas com lesões neurológicas e na ampliação de sua autonomia. O trabalho desenvolvido com a Polilaminina foi citado como exemplo de como a ciência pode abrir novas possibilidades no campo da reabilitação.
O presidente da comissão, deputado Fred Pacheco (PL), ressaltou que o tema envolve não apenas avanços técnicos, mas também expectativas sociais.
“O trabalho da Dra. Tatiana, dentro do laboratório, acendeu a luz em muitos corações. A atividade da nossa cientista permite que famílias enxerguem possibilidades. Este é o real conceito da diversidade e inclusão. Recebemos na nossa comissão, muitos pais que dizem ter pedido a fé. O trabalho dela traz um aceno de vitória, através do estudo da Polilaminina. Ainda há um caminho a se percorrer, mas já nos mostra que com recursos bem determinados podemos devolver o protagonismo às pessoas com deficiência”, disse.
Debate no parlamento
A realização da audiência reforçou o papel do Legislativo na promoção de discussões sobre inclusão e desenvolvimento científico. Parlamentares destacaram a importância de aproximar a produção acadêmica das políticas públicas, com o objetivo de ampliar o acesso a tratamentos e incentivar pesquisas voltadas à melhoria das condições de vida da população.
O encontro também evidenciou a necessidade de continuidade no apoio à ciência, especialmente em áreas que impactam diretamente a reabilitação e a inclusão social de pessoas com deficiência.





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