No Rio de Janeiro, uma ação ousada de roubo resultou na apreensão de R$ 410 mil em canetas emagrecedoras, entre elas, o popular medicamento Ozempic, que, apesar de ser indicado para diabetes, também é frequentemente utilizado para emagrecimento. O crime ocorreu em duas farmácias distintas, no Jardim Botânico e na Barra da Tijuca, e envolveu um grupo de cinco pessoas, das quais, até o momento, apenas um foi capturado.
Lucas Neves dos Santos, de 24 anos, foi preso por policiais civis da 15ª DP (Gávea), após uma investigação minuciosa que incluiu imagens de câmeras de segurança e o cruzamento de dados de inteligência. De acordo com a Polícia Civil, o grupo, que utilizava motos e um carro para a fuga, roubou uma quantidade expressiva do medicamento que tem se tornado alvo de criminosos devido ao alto valor no mercado. Cada caixa de Ozempic pode custar até R$ 1 mil.
As farmácias assaltadas foram locais de grande movimento, o que aumentou o risco da ação criminosa, mas não impediu a quadrilha de agir rapidamente. O assalto à farmácia no Jardim Botânico foi descrito como meticulosamente planejado: enquanto uma moto dava cobertura do lado de fora, dois criminosos entraram em um carro, renderam os funcionários e levaram as mercadorias. No total, o valor do furto na unidade da Zona Sul foi estimado em R$ 200 mil, com o prejuízo total das duas farmácias ultrapassando os R$ 410 mil.
Após o crime, a Polícia Civil localizou Lucas em uma das motos usadas no assalto, próximo ao Complexo da Penha, onde ele foi detido e levado à delegacia. Durante os depoimentos, os investigadores identificaram os outros membros da quadrilha, incluindo Luiz Fernando Nobre Gomes, de 18 anos; Pâmela de Melo Xavier, de 21; Luiz Henrique Campos da Silva, de 25; e Victor Gustavo Araújo, de 22. Todos têm vínculos com as comunidades do Arará e do Complexo da Penha, e os produtos roubados teriam sido levados para essas localidades.
A delegada Daniela Terra, responsável pelo caso, não poupou esforços e solicitou a prisão preventiva dos outros envolvidos, reforçando que Lucas será mantido na Cadeia Pública de Benfica até o julgamento. “Estamos empenhados em capturar os outros membros dessa quadrilha e evitar que mais crimes como este aconteçam na nossa cidade”, afirmou a delegada.
A investigação continua, e a polícia pede à população que colabore com informações que possam levar à captura dos outros suspeitos. O caso evidencia o crescente mercado negro de medicamentos de alto custo no Brasil, um setor cada vez mais visado por criminosos que exploram a demanda por tratamentos caros e difíceis de ser acessados.





