Helicópteros da PM do Rio ganham seguro semelhante aos da Ucrânia e Rússia em guerra

Em apenas uma semana, em março, dois helicópteros das polícias Militar e Civil foram atingidos por balas de fuzil de alto calibre: um em 17 de março, na Cidade de Deus; outro no Salgueiro, em São Gonçalo, dia 23. Os episódios demonstram o que as forças de segurança enfrentam no dia a dia diante do…

Em apenas uma semana, em março, dois helicópteros das polícias Militar e Civil foram atingidos por balas de fuzil de alto calibre: um em 17 de março, na Cidade de Deus; outro no Salgueiro, em São Gonçalo, dia 23.

Os episódios demonstram o que as forças de segurança enfrentam no dia a dia diante do crescente poder bélico de traficantes e milicianos. 

Não por acaso, as duas polícias estaduais têm a previsão de gastar R$ 24 milhões este ano com seguros de sete aeronaves blindadas. Todos os contratos têm cláusulas de guerra , condições especiais mais comuns em países em conflito, como a Rússia e a Ucrânia.

A apólice com cláusula de guerra cobre, além dos reparos constantes — com reposição de peças e equipamentos danificados por tiros —, acidentes decorrentes de operações policiais. A presença cada vez maior de armas de grosso calibre nos arsenais do crime organizado justifica essa precaução. Só a PM apreendeu 170 fuzis, número superior ao recolhido pela polícia paulista em 2022: 110.

O valor gasto com o seguro é quase equivalente à compra de novos veículos blindados nos últimos dois anos.

— Os blindados são equipamentos de defesa que transportam os policiais de forma segura. Investimos quase R$ 25 milhões na compra de blindados terrestres para as polícias e em duas ambulâncias blindadas para a PM — diz o governador Cláudio Castro.

— O Instituto de Segurança Pública acabou de divulgar que neste trimestre as forças de segurança apreenderam a maior quantidade de fuzis dos últimos 16 anos. Isso não é trivial, nenhuma polícia do país, talvez do mundo, opera num terreno desses rotineiramente — afirma o governador.

O superintendente de seguro aeronáutico da multinacional Mapfre, Carlos Eduardo Polizio, explica que a cláusula de guerra prevê a reparação de danos à aeronave ou terceiros causados em consequência de conflitos:

— Em nível mundial, a cobertura de guerra vem sendo amplamente discutida face a recentes danos causados pela guerra declarada entre a Rússia e a Ucrânia. No Brasil, o mais comum são os acidentes das aeronaves atingidas por tiros, em missões de segurança pública.

(Com informações do Extra on-line)

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