O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira (24) à noite que o Brasil tem todas as condições de tirar o país do Mapa da Fome até o fim do atual governo do presidente Lula, cujo mandato se encerra em 2026. A declaração foi feita em entrevista à GloboNews.
— O Brasil tem recursos suficientes para, neste mandato do presidente Lula, tirar o Brasil do Mapa da Fome. Isso já foi feito uma vez, vai ser conquistado pela segunda vez — disse Haddad, acrescentando que o país ainda tem 8 milhões de brasileiros com fome, que “vão exigir a nossa atenção”.
Hoje cedo, o ministro participou do pré-lançamento da Aliança Global contra a Fome e a pobreza, no Rio de Janeiro, principal iniciativa da presidência brasileira no G20, para combater a fome no mundo.
Em relação à Reforma Tributária, o ministro se disse otimista com o avanço da aprovação da regulação no Congresso. O texto já foi aprovado na Câmara e deve ser analisado pelo Senado no retorno do recesso do Congresso.
— A Reforma Tributária vai aumentar o nosso PIB potencial, gerar mais crescimento, controlando a inflação e gerando mais empregos. Para nós a reforma é fundamental.
Ele voltou a defender hoje a taxação dos super-ricos e apontou essa ideia em âmbito global como uma das medidas capazes de levantar recursos para ampliação de programas de combate à fome e à pobreza no mundo.
Em discurso no pré-lançamento da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, no Rio de Janeiro, onde lidera reunião de ministros de finanças do G20, cuja presidência é exercida pelo Brasil neste ano
Haddad disse ser “imperativo” uma mobilização para aumentar os recursos voltados ao enfrentamento da fome e da pobreza, incluindo parcerias público-privadas e a busca por novos instrumentos de financiamento para o desenvolvimento.
— Se os bilionários pagassem o equivalente a 2% de sua riqueza em impostos, poderemos arrecadar de US$ 200 a US$ 250 bilhões de dólares por ano. Aproximadamente, cinco vezes o montante que os dez maiores bancos multilaterais dedicaram ao enfrentamento da fome e da pobreza em 2022 — disse Haddad, ao citar estudo do economista francês Gabriel Zucman.
Com informações de O Globo.





