Governo reage a ataques sobre desfile pró-Lula e PT avalia ação no TSE

Planalto fala em impulsionamento de críticas nas redes e partido estuda medida judicial em meio a desgaste com evangélicos

O governo federal decidiu reagir à ofensiva política desencadeada após o desfile da escola Acadêmicos de Niterói no Carnaval do Rio, que incluiu referências ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O episódio mobilizou a oposição e ampliou críticas nas redes sociais, levando o Palácio do Planalto a monitorar o alcance das publicações.

O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, afirmou que há sinais de impulsionamento coordenado das postagens críticas ao governo. Segundo ele, o movimento teria caráter eleitoral e teria criado um “debate artificial” sobre o desfile.

Governo vê ação coordenada nas redes

De acordo com o ministro, a repetição de conteúdos semelhantes indicaria patrocínio digital para ampliar o alcance das críticas. Ele afirmou que o Executivo não pretende agir diretamente, mas defendeu apuração para identificar responsáveis, classificando a prática como possível crime eleitoral.

O dirigente destacou ainda que o governo não interferiu no conteúdo apresentado pela escola e que não realizou pesquisas para medir impacto político do desfile. Segundo ele, a orientação interna foi apenas evitar exposição pública de ministros no evento.

PT estuda recorrer ao TSE

Integrantes da executiva nacional do Partido dos Trabalhadores informaram que o partido faz levantamento das publicações suspeitas. A sigla avalia acionar o Tribunal Superior Eleitoral caso identifique irregularidades que possam desequilibrar a disputa eleitoral.

O tema preocupa aliados do governo porque o impulsionamento digital já aparece em discussões regulatórias da Justiça Eleitoral. Governistas avaliam que a amplificação artificial de conteúdo pode afetar o debate público em ano de eleições.

Reação religiosa amplia desgaste político

A participação de Lula e de integrantes do governo na Marquês da Sapucaí dividiu aliados. Parte do entorno presidencial avaliou que a presença poderia gerar ruído político, mesmo sem envolvimento direto do Planalto na concepção do desfile.

Lideranças governistas também defendem gestos ao eleitorado evangélico para conter o desgaste. A senadora Eliziane Gama, que atua na interlocução com o segmento, criticou o conteúdo da apresentação, mas ressaltou que Lula mantém histórico de respeito às religiões e não deve ser associado ao desfile.

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