Golpistas abrem falsa empresa de investimento em Lisboa e já enganaram mais de mil brasileiros

A 9ª Delegacia de Polícia Civil (Lago Norte) do Distrito Federal começou a desmembrar uma quadrilha internacional especializada em criar empresas de fachada em Portugal para aplicar golpes financeiros no Brasil.   Os criminosos prometiam lucro rápido no mercado financeiro, mas desapareciam com o dinheiro das vítimas. A operação Difusão Vermelha da PCDF tem apoio…

A 9ª Delegacia de Polícia Civil (Lago Norte) do Distrito Federal começou a desmembrar uma quadrilha internacional especializada em criar empresas de fachada em Portugal para aplicar golpes financeiros no Brasil.  

Os criminosos prometiam lucro rápido no mercado financeiro, mas desapareciam com o dinheiro das vítimas. A operação Difusão Vermelha da PCDF tem apoio da unidade da Interpol de Lisboa.

Estão previstos, ao todo, os cumprimentos de seis mandados de prisões preventivas, com auxílio de autoridades portuguesas, ainda hoje. Quatro criminosos já foram detidos pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) ontem. Procurada, a Polícia Civil confirmou.

A notícia está no Globo on-line,

O núcleo da quadrilha, segundo informou uma fonte, seria composto por quatro brasileiros e mais duas pessoas de nacionalidades angolana e tcheca. Os brasileiros serão extraditados.

Além das detenções, estão programados o bloqueio de contas bancárias, o sequestro de criptoativos e a derrubada de websites.

Milhares de brasileiros foram vítimas e perderam milhões de reais, transferidos do Brasil em uma operação financeira que envolve criptomoedas.

Ele organizou uma central de chamadas e chegou a empregar centenas de brasileiros, treinados para ligar para o Brasil e vender falsos investimentos na bolsa de valores, supostamente intermediados por corretoras fantasmas.

Depois de convencidas, as vítimas brasileiras apostavam nas ações indicadas e perdiam. Para tentar reverter as perdas, eram incentivadas a fazer novos investimentos, que geravam mais perdas e assim por diante.

Além de perderem as economias, as vítimas pediam empréstimos aos bancos para continuar naquela bola de neve. Quando já não havia mais fonte para buscar dinheiro, os criminosos cortavam contato e desapareciam.

Também eram utilizados falsos aplicativos, por onde era feita a simulação de um ambiente de investimento a partir do Brasil sem que jamais o dinheiro chegasse ao mercado financeiro, porque era desviado para as contas bancárias dos criminosos.

Alguns brasileiros, garante a investigação, chegaram a perder R$ 1,5 milhão. Há quem tenha perdido dinheiro que seria usado para tratamento de câncer de familiares e de heranças. Casamentos foram rompidos e diversas vítimas tiveram depressão e apresentaram tendências suicidas.

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