O Exército encontrou uma arma de fogo na área do Setor Militar Urbano (SMU), onde acontecia o acampamento golpista de apoiadores de Jair Bolsonaro (PL), um dia depois das prisões e desmobilizações daquela manifestação.
A informação foi dada pelo general Gustavo Henrique Dutra, que chefiava o Comando Militar do Planalto (CMP) durante o 8 de janeiro e acabou exonerado por Lula (PT), em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Atos Antidemocráticos, em andamento na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).
“Após a desmontagem do acampamento, no dia 10, e não dá para fazer ligação direta, mas havia um revólver dentro do lago. Esse revólver faz parte de relação de material que foi levantada nos nossos inquéritos e encaminhada ao STF”, declarou.
O general Dutra deu a declaração enquanto respondia aos questionamentos do deputado distrital pastor Daniel de Castro (PP). O depoente ainda defendeu que nenhuma instituição apontou aquele acampamento como ilegal e que não havia decisão judicial para desmobilizar o ato.
“Nenhuma instituição disse: ‘Esse acampamento é ilegal’. E estabelecemos uma estratégia indireta para desmobilizar. Limitamos acesso, logística. […] Em Belém, quando houve ordem judicial, imediatamente o acampamento foi desmontado. Aqui, nunca trataram o acampamento como ilegal, trataram ilegalidades que por ventura acontecessem no acampamento.”
Ele negou que os militares colaborassem com os golpistas. “Nunca demos vida fácil para manifestantes, tivemos preocupação com a vida humana, e nunca recebemos ordem judicial. Quando recebemos, dia 8, tiramos.”
Com informações do Metrópoles.





