O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) virou alvo da indignação dos internautas ao publicar em suas redes sociais uma postagem em que diz lamentar a morte da cantora e compositora Rita Lee, falecida na noite da segunda-feira (8) aos 75 anos.
“Meus sentimentos aos familiares, amigos e fãs da Rainha do Rock, Rita Lee, que foi uma das maiores cantoras e compositoras deste país!”, escreveu o parlamentar no Twitter.
A reação na internet foi imediata: “Flávio, espero que suas condolências nunca cheguem a ela. Ela ia odiar”, escreveu uma internauta identificada como Paula. “Ela mandaria você pra casa do car*** por postar isso”, postou o perfil Matheus Fidelis. “Tá mudando de tática agora? A gente sabe muito bem que vcs não são disso”, disse o perfil de Jane Salzano.
A própria Rita Lee, que faleceu em decorrência de complicações relacionadas a um câncer de pulmão, criticou Jair Bolsonaro (PL) em diversas ocasiões. Segundo o filho da artista, o cantor e guitarrista Beto Lee, ela chegou a apelidar o tumor cancerígeno de “Jair”, em referência ao ex-presidente.
Em 2021, Rita Lee criticou duramente a gestão de Jair Bolsonaro à frente do Executivo Federal ao afirmar considerar “assustador ver gente no comando com mente tão ultrapassada. Me enche o saco o racismo, a misoginia, a homofobia. Não tenho paciência para isso. Eu queria chegar em 2021 e perceber mais respeito no mundo”.
A indignação dos internautas também está ligada ao fato do clã Bolsonaro defender a ditadura militar no Brasil. Rita Lee foi a artista mais censurada pelos governos militares sob a alegação de preservação “da moral e dos bons costumes”.
Em 1976, quando estava grávida de Beto Lee, seu primeiro filho, a cantora foi presa pelos agentes da ditadura. Ela foi liberada graças a ajuda da amiga – e também um ícone da música brasileira – Elis Regina.
Com informações do 247.





