A Confederação Israelita do Brasil (Conib) criticou duramente as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que acusou Israel de cometer genocídio contra os palestinos durante discurso na cúpula do Brics, neste domingo (6), no Rio de Janeiro.
Em nota, a entidade afirmou que a fala do presidente brasileiro distorce os fatos e ignora os atos cometidos pelo Hamas. “O presidente Lula, mais uma vez, opta por acusar Israel com base em uma narrativa parcial, desconsiderando os ataques terroristas de 7 de outubro e o direito de autodefesa de um Estado democrático diante da ação de grupos extremistas”, afirmou a Conib.
Durante sua fala, Lula defendeu que “a solução desse conflito só será possível com o fim da ocupação israelense e com o estabelecimento de um Estado palestino soberano, dentro das fronteiras de 1967”. O presidente brasileiro também afirmou que a situação atual configura “um genocídio” promovido por Israel contra a população palestina na Faixa de Gaza.
A Conib rebateu o uso do termo, argumentando que ele desrespeita a memória de vítimas de verdadeiros genocídios e compromete o papel do Brasil como mediador neutro em foros internacionais.
A crítica da entidade se soma a reações anteriores de representantes da comunidade judaica no Brasil e de diplomatas israelenses, que vêm demonstrando desconforto com a postura do governo brasileiro em fóruns multilaterais, especialmente desde a intensificação da guerra entre Israel e Hamas, no fim de 2023.





