Família de João Nogueira recebe a Medalha Tiradentes ‘post mortem’ no palco do Imperator

Em noite de muito samba, a família do cantor e compositor João Nogueira – falecido em 2000 – recebeu a Medalha Tiradentes “post mortem”, na noite de quarta-feira (20/12), concedida pela deputada estadual Zeidan (PT). Seus filhos, o também cantor e compositor Diogo Nogueira e Clarice Nogueira, a viúva Ângela Nogueira e sua tia, Gisa…

Em noite de muito samba, a família do cantor e compositor João Nogueira – falecido em 2000 – recebeu a Medalha Tiradentes “post mortem”, na noite de quarta-feira (20/12), concedida pela deputada estadual Zeidan (PT). Seus filhos, o também cantor e compositor Diogo Nogueira e Clarice Nogueira, a viúva Ângela Nogueira e sua tia, Gisa Nogueira, subiram ao palco do Imperator-Centro Cultural João Nogueira, no Méier, para receber a maior comenda dada pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

O evento ainda serviu para dar início às comemorações dos 45 anos do Clube do Samba, a ser completado em 05 de maio de 2024. Hoje o clube se dedica a projetos sociais e eventos pontuais, mas na época foi um pedido de “socorro” do compositor na luta para que o samba não morresse.

Não por acaso Diogo, ao lado da namorada e atriz Paolla Oliveira, fez questão de agradecer às homenagens e aproveitou para falar da importância do trabalho realizado pelo Centro Cultural João Nogueira, dirigido por sua irmã. Na oportunidade, ele fez uma doação de R$ 120 mil para a instituição, que realiza oficinas de música, percussão, orquestra e teatro.

“A cultura faz parte da formação de cada cidadão. Agradeço a esse artista que foi nosso pai. A cultura é fundamental para nosso país. Importante incentivar a manutenção desse espaço que tem a dedicação para essas crianças desenvolverem seu talento. Faço essa doação ao Clube do Samba em forma de apoio a este tão lindo projeto”, declarou.

A deputado Zeidan agradeceu o carinho da família.

“Muito feliz em poder homenagear o nosso saudoso João Nogueira e os 45 anos do Clube do Samba. Como ele mesmo cantou: ‘A vida é mesmo uma missão… a morte uma ilusão, só sabe quem viveu, pois quando o espelho é bom, ninguém jamais morreu!’”, discursou, lembrando um trecho do samba “Além do Espelho”.

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