Ainda faltam sete meses para as eleições, mas o clima em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, começou a esquentar. Pré-candidato na disputa pela prefeitura, o deputado Léo Vieira (PL) esteve na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, na terça-feira (25/03), para registrar uma ocorrência de fake news. A notícia falsa envolve várias montagens que associam ele e o seu irmão, o deputado federal Luciano Vieira (PL-RJ), ao caso Marielle Franco.
O deputado acusa o grupo político do prefeito João Ferreira Neto, o Dr. João, de postar fotos nas redes sociais em formato de publicações jornalísticos, em que ele aparece ao lado do deputado estadual Pedro Brazão (União Brasil) e do deputado federal Chiquinho Brasil (União Brasil), preso no último domingo (24) como um dos suspeitos de ser o mandante do assassinato da vereadora e do motorista Anderson Gomes, em 2018.

Um dos acusados, inclusive, é o irmão do prefeito, Antônio Carlos. Segundo Vieira, ele estaria produzindo conteúdo e compartilhando o material dizendo que sua família teria ligação com a milícia no Rio de Janeiro. O deputado lembra ainda que nas eleições de 2020, quando disputou a prefeitura pela primeira vez depois de romper com Dr. João, enfrentou situações semelhantes. Por isso mesmo, diz que proíbe a prática de fake news entre seus aliados.
“A administração dele é péssima (prefeito Dr. João), e essa verdade nós temos que falar. O PAM Meriti, por exemplo, está fechado, e isso é verdade. Ele só abre em ano eleitoral, isso também é verdade. Ela não paga aposentados, é outra verdade. Agora, não pode mentir. Fake news é crime, que pode a prisão de quem produz e de quem posta. Não precisamos inventar nada. Vamos tomar todas as providências necessárias. Isso é um desespero antecipado por conta do cenário, que para gente hoje é muito positivo”, avaliou Vieira.
Procurada, a prefeitura de São João de Meriti disse que não se pronunciará sobre o assunto.






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