O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou nos bastidores da Corte que as investigações relacionadas ao Banco Master serão conduzidas até o fim, “doa a quem doer”.
A informação é do Metrópoles. Segundo relatos, o ministro pretende analisar todas as suspeitas para preservar a imagem da instituição e garantir transparência nas apurações.
Fachin se reuniu na noite de segunda-feira (9) com o relator do caso no tribunal, André Mendonça, para discutir menções a integrantes da Corte encontradas em dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro.
Entre os nomes citados nas investigações estão os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
Citações nas investigações
No caso de Alexandre de Moraes, a apuração aponta uma suposta troca de mensagens com Vorcaro em 17 de novembro de 2025, data em que o banqueiro foi preso pela primeira vez.
Também chamou a atenção dos investigadores um contrato firmado entre o Banco Master e a advogada Viviane Barci, esposa do ministro, no valor de R$ 129 milhões.
Já no caso de Dias Toffoli, a investigação menciona a participação de familiares do ministro em uma empresa que era sócia de um resort vendido posteriormente a fundos ligados ao pastor Fabiano Zettel, apontado como aliado financeiro de Vorcaro. Toffoli deixou a relatoria do caso no STF em fevereiro.
Código de conduta
Durante encontro com representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Fachin também voltou a defender a criação de um código de conduta para magistrados dos tribunais superiores.
A proposta prevê um conjunto de regras sobre ética e transparência para ministros do Judiciário. Segundo o presidente do STF, o objetivo é fortalecer a confiança da sociedade na Corte e evitar dúvidas sobre possíveis conflitos de interesse.





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