Exército confirma ordem para que Mauro Cid usasse farda na CPI e fala em ‘respeito e cooperação mútuas’ entre as instituições

O Exército reiterou hoje que orientou o ex-ajudante de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid, a usar o uniforme no depoimento à CPI e falou em “respeito mútuo” entre as instituições. Ontem. O deputado Arthur Maia (União-BA) criticou a decisão do tenente-coronel Mauro Cid de comparecer fardado ao colegiado da CPI. A Força voltou a se posicionar…

O Exército reiterou hoje que orientou o ex-ajudante de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid, a usar o uniforme no depoimento à CPI e falou em “respeito mútuo” entre as instituições. Ontem. O deputado Arthur Maia (União-BA) criticou a decisão do tenente-coronel Mauro Cid de comparecer fardado ao colegiado da CPI.

A Força voltou a se posicionar após ser questionada pela equipe do blog da jornalista Malu Gaspar, do Globo, sobre a fala de Maia classificando a presença de Mauro Cid fardado como “ruim” e um “erro” para a imagem do Exército. A instituição manteve o argumento de que o tenente-coronel deveria comparecer uniformizado para prestar informações relativas a um cargo de natureza militar.

“Cabe destacar que o Exército Brasileiro tem pautado suas relações com as demais instituições com base no respeito e na cooperação mútuas”, destacou a nota do Exército.

Após a conclusão do depoimento de Mauro Cid, na última terça-feira, Arthur Maia classificou a decisão como um erro.

“Acho que foi errado. Eu acho que foi ruim para a imagem do Exército. Eu sou um entusiasta e uma pessoa que tem muita admiração pelo Exército. Tenho falado isso repetidamente durante a CPMI e acho que para mim era melhor ter separado as coisas”, disse Maia na terça-feira (11).

Fardado, Mauro Cid se recusou ao longo de sete horas de depoimento a responder todas as perguntas dos integrantes da CPI – inclusive sua idade –, o que levou Arthur Maia a anunciar que apresentaria uma denúncia ao Supremo Tribunal Federal pela recusa a esclarecer questões que não o incriminam.

Isso porque Cid, que foi convocado como testemunha, estava contemplado por uma decisão liminar da ministra do Supremo Cármen Lúcia que lhe garantia o direito de ficar calado ao ser questionado sobre assuntos que poderiam incriminá-lo. Porém, sob juramento, o ex-ajudante de ordens não poderia mentir e deveria responder às perguntas que não o comprometessem na Justiça.

Com informações de O Globo.

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