Ex-diretor da PRF no governo Bolsonaro tem novo pedido de liberdade negado pelo Supremo

Vasques foi preso em 9 de agosto pela Polícia Federal (PF), após uma investigação apontar que ele teria ordenado blitze ilegais da PRF, com o objetivo de impedir que eleitores do ex-presidente Lula

Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no governo Jair Bolsonaro (PL), teve seu terceiro pedido de liberdade negado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (5). Ele está preso desde agosto do ano passado, acusado de usar a PRF para interferir nas eleições presidenciais de 2022.

O ministro Gilmar Mendes foi o responsável por negar o habeas corpus solicitado pela defesa de Vasques, que alegou que ele sofre de doença celíaca, uma condição autoimune que causa intolerância ao glúten. Segundo o advogado Anderson Rodrigues de Almeida, isso dificulta a absorção de nutrientes pelo organismo de Vasques.

Mendes, porém, não acolheu o argumento e se baseou na Súmula do STF, que impede a concessão de habeas corpus originário para o Tribunal Pleno de decisão de Turma ou do Plenário.

Vasques foi preso em 9 de agosto pela Polícia Federal (PF), após uma investigação apontar que ele teria ordenado blitze ilegais da PRF, com o objetivo de impedir que eleitores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegassem aos locais de votação, principalmente no Nordeste, onde Lula teve uma ampla vantagem no primeiro turno.

Antes de Mendes, o ministro Alexandre de Moraes já havia negado dois pedidos de liberdade para Vasques, em setembro e dezembro do ano passado.

Com informações do Brasil 247

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