Evangélicos preparam barreiras para reprovar Flavio Dino na sabatina do próximo dia 13 no Senado Federal

O ministro da Justiça Flávio Dino, indicado pelo presidente Lula à vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) não deve contar com o apoio da bancada evangélica em sua pela aprovação no Senado. A ala religiosa visa dificultar sua chegada à Corte e, nos bastidores, articula uma mobilização para que os parlamentares votem contra sua indicação. Este…

O ministro da Justiça Flávio Dino, indicado pelo presidente Lula à vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) não deve contar com o apoio da bancada evangélica em sua pela aprovação no Senado. A ala religiosa visa dificultar sua chegada à Corte e, nos bastidores, articula uma mobilização para que os parlamentares votem contra sua indicação.

Este obstáculo não aconteceu em junho, quando da indicação do ministro Cristiano Zanin. Na ocasião, a bancada teve uma série de reuniões com o então advogado, e seus líderes deram aval ao seu nome. Apesar da relação pessoal com Lula, Zanin foi descrito como um homem conservador e católico, digno da confiança entre os evangélicos.

O cenário com Dino, contudo, é diferente, apesar de o ministro ser católico. Mesmo com o ministro já tendo se posicionado contra a descriminalização das drogas e do aborto, bandeiras caras aos religiosos, a bancada evangélica o acusa de ser “comunista”, por ter sido filiado ao PCdoB. Assim, na sabatina que ocorre no próximo dia 13 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), os líderes esperam contar com o auxílio de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e de Magno Malta (PL-ES), titulares do colegiado, para questionar o ministro.

Para a indicação ser aprovada, é necessário maioria simples, ou seja, 41 votos entre os 81 senadores. A expectativa é de que o ex-governador do Maranhão passe com um placar apertado.

Tido como “comunista” e “radical” por lideranças do segmento evangélico, parlamentares afirmam que não há possibilidade de os evangélicos se reunirem com Dino, apesar de terem sido procurados por seus articuladores.

— Com Dino, o diálogo é impossível. Vamos fazer campanha contra ele. O senador Carlos Viana (Podemos-MG) fará esse trabalho — disse Sóstenes Cavalcante, ex-presidente da ala.

Como parte desta tarefa, a Frente Parlamentar Evangélica já fez uma série de reuniões ao longo da tarde desta terça-feira. Além dos integrantes da bancada, a iniciativa consiste em convencer outros senadores de direita a seguirem o mesmo posicionamento.

O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, diz que este será o maior movimento de resistência contra um indicado ao STF.

— Não apoiaremos comunistas e vamos jogar pesadíssimo. Mesmo que Dino seja aprovado, vamos bater e muito até dia 13. Coitado do deputado ou senador evangélico que faça graça para ele, não vai conseguir se eleger nem síndico de prédio — diz o líder religioso, que afirma que a indicação de Dino é “diametralmente oposta” à de Zanin.

Indicado à Procuradoria-Geral da República também nesta segunda-feira, Paulo Gonet não enfrentará a mesma resistência. De acordo com os parlamentares, o procurador eleitoral tem uma postura “moderada” e, por isso, terá seu nome aprovado.

Com informações de O Globo.

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