“Estavam para matar ou morrer”: deputada Lucinha se emociona ao lembrar sequestro

No plenário da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), a deputada Lucinha (PSD) se emocionou nesta terça (3) ao lembrar do que ocorreu na tarde do último domingo, quando foi levada de um sítio por bandidos em fuga. A parlamentar disse que temeu por sua vida. Ela estava em um sítio onde iria comemorar seu aniversário,…

No plenário da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), a deputada Lucinha (PSD) se emocionou nesta terça (3) ao lembrar do que ocorreu na tarde do último domingo, quando foi levada de um sítio por bandidos em fuga.

A parlamentar disse que temeu por sua vida. Ela estava em um sítio onde iria comemorar seu aniversário, mas cancelou a festa por causa da chuva do dia anterior. Na manhã de domingo, quatro homens armados de fuzil e encapuzados entraram no local e, para fugir, queriam levar seu segurança no carro. A deputada contou que se identificou como parlamentar e que iria no lugar dele: “quem vai sou eu. Ele tem três moleques em casa para criar. Só me dizer onde vocês querem ir que eu levo”.

— Pareciam estar indo à guerra. Eles deram a ordem do pessoal ficar trancado no quarto e não falar nada para ninguém. Eu desci a Serra do Rio da Prata só Deus sabe como. Não parei em nenhum sinal, cortei todos os carros e torcendo para não encontrar a polícia porque os caras estavam para matar ou morrer. Eles estavam a não sei quantos dias dentro da mata — contou a deputada.

Lucinha continuou que, ao chegar na Avenida Brasil, perguntou para onde queriam ir: “se tem gasolina, eu levo” e ouviu de um dos criminosos, que apontava uma pistola para sua cabeça: “só acelera”.

A deputada relatou que se identificou novamente e eles pegaram sua carteira funcional e se surpreenderam ao confirmar quem era ela.

— Na altura da Vila Kennedy ele mandou entrar. Só que eu estava a 120 km/h.  Passei por três barricadas até chegar no destino que eles queriam. Cada cancela que eu passava, puxavam um rádio. Ao chegar no local, o carro desligou porque bloquearam o carro. Pensei: “vou morrer, não tem jeito” — disse.

Com o carro desligado, a deputada contou que a situação ficou mais tensa. Os bandidos não sabiam o que fazer e ela estava preocupada em como sair da favela. Ao ver um carro de aplicativo passando, ela correu na direção do veículo, mas ouviu de um criminoso para parar: “pô, me libera, já trouxe vocês em segurança. Pelo amor de Deus”, implorou Lucinha aos traficantes.

— Falei: “é meu aniversário, tenho dois filhos e uma neta. Me libera, já fiz o que era para fazer”.

Quando entrei no carro, o motorista estava muito nervoso. No trajeto de volta para o sítio ele demorou 30 minutos, trajeto que fiz em 12 minutos — lembrou a deputada, cobrando do governo novas medidas contra o crime na região e agradecendo o apoio recebido, sobretudo da deputada Marta Rocha (PDT), que entrou em contato no dia com os filhos de Lucinha.

O caso foi registrado na 35ª DP (Campo Grande), mas as investigações ficarão a cargo da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), que atua para identificar e responsabilizar os autores do crime. As diligências já foram iniciadas.

Com informações de O Globo

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