Estatuto da Igualdade Racial é aprovado em discussão final na Câmara; projeto segue para aprovação de Paes

Estatuto abrange diversos temas, entre eles Saúde, Educação, Juventude Negra e Direitos da Mulher Afro-Brasileira

A Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro aprovou nesta terça-feira (25), em discussão final, um projeto que cria o Estatuto de Igualdade Racial na cidade. O projeto agora segue para análise do prefeito Eduardo Paes.

Inspirado em legislações similares já adotadas em outros estados e municípios, o estatuto estabelece diretrizes para políticas públicas voltadas para a promoção da igualdade racial, incluindo programas de desenvolvimento econômico e social e ações afirmativas.

O projeto foi assinado por dois vereadores negros, Thaís Ferreira (Psol) e Célio Luparelli (PSD), que faleceu recentemente. Thaís Ferreira destacou a importância histórica do projeto:

— Essa é uma luta histórica do movimento negro da cidade, assinada por uma mulher preta, mãe e legisladora que, enfim, se torna realidade em nosso município. Seguimos honrando as lutas do povo negro e de quem veio antes de nós! Agora, o Rio de Janeiro poderá fazer parte na modalidade plena do Sinapir – Sistema Nacional de Igualdade Racial, o que significa na prática mais investimento para políticas afirmativas e de reparação no Rio — afirmou Thaís.

O estatuto abrange diversos temas, como Saúde, Educação, Juventude Negra e Direitos da Mulher Afro-Brasileira. No que diz respeito às mulheres negras, o texto prevê que o município deverá incentivar sua representação nos órgãos colegiados municipais responsáveis pela formulação e controle social das políticas públicas, especialmente nas áreas de promoção da igualdade racial, saúde, educação e áreas afins.

Se for aprovado pelo prefeito Eduardo Paes, o estatuto deve proporcionar um marco legal significativo para a promoção da igualdade racial e o combate ao racismo estrutural na cidade do Rio de Janeiro.

— O Estatuto da Igualdade Racial é um instrumento crucial para combater o racismo e promover políticas públicas inclusivas, afirmativas e reparadoras de verdade — acrescentou Thaís.

Com informações de O Globo.  

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