Estado do Rio tem quatro entre as 14 cidades que mais sofreram com desastres climáticos em 2024; veja ranking

Petrópolis registrou o mais número de ocorrências do país; Teresópolis, Nova Friburgo e Rio também estão na lista

O estado do Rio de Janeiro concentra quatro das dez cidades com maior número de deslizamentos e inundações em 2024, de acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Petrópolis lidera o ranking nacional com 44 registros. As outras são Teresópolis (24), Rio de Janeiro (17) e Nova Friburgo (16). No total, o Brasil registrou mais de 1.600 ocorrências.

O levantamento revelou que 68% dos eventos foram de origem hidrológica, como enchentes e enxurradas, e 32% de origem geológica, incluindo deslizamentos de terra. O especialista Pedro Ivo Mioni Camarinha atribuiu o aumento dos desastres às mudanças climáticas e destacou a vulnerabilidade das cidades da Região Serrana devido à falta de infraestrutura adequada.

O ranking nacional reflete os desafios enfrentados por diversas regiões:

Petrópolis (RJ) – 44

Salvador (BA) – 33

São Paulo (SP) – 27

Teresópolis (RJ) e Cariacica (ES) – 24

Juiz de Fora (MG) e Barbacena (MG) – 22

Caxias do Sul (RS) – 21

Goiânia (GO) – 20

Manaus (AM) – 19

Rio de Janeiro (RJ), Sorocaba (SP) e Campinas (SP) – 17

Nova Friburgo (RJ) – 16

Em Petrópolis, que enfrentou a maior tragédia climática do Brasil em 2011, o temor por novos desastres persiste. José Francisco da Silva, morador do Vale do Cuiabá, perdeu a esposa naquela tragédia e critica a falta de ações contínuas: “As prevenções não devem ocorrer só na época de chuva, mas ao longo de todo o ano”.

O Cemaden também informou que as sete cidades que mais receberam alertas de desastres em 2024 incluem três municípios fluminenses: Petrópolis (41), Rio de Janeiro (31) e Teresópolis (30).

Para minimizar os impactos futuros, o governo estadual promete investir mais de R$ 940 milhões em programas de prevenção e resposta. O secretário estadual do Meio Ambiente, Bernardo Rossi, destacou a criação de um sistema de registro de preços para agilizar a disponibilização de maquinário e suprimentos em situações de emergência.

Com informações do g1

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