Enquanto Governo age para retirar assinaturas da CPI de 8/1, oposição defende comissão mista

Senadores da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retiraram assinaturas da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Senado diante da ofensiva do governo para barrar as investigações no Congresso sobres os ataques de 8 de janeiro Na semana passada, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou ao STF (Supremo Tribunal Federal)…

Senadores da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retiraram assinaturas da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Senado diante da ofensiva do governo para barrar as investigações no Congresso sobres os ataques de 8 de janeiro

Na semana passada, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que o requerimento foi apresentado na legislatura passada — que acabou em janeiro — e deu até sexta-feira (17) para que os senadores assinassem de novo ou recuassem.

Dos 44 parlamentares da atual legislatura que apoiavam o pedido de CPI da senadora Soraya Thronicke (União Brasil-MS), apenas 15 confirmaram as assinaturas —12 a menos que o exigido. Nove voltaram atrás, incluindo o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Apesar disso, grande parte dos senadores da lista pertence ao PSD e ao MDB, que integram o governo, ou ao próprio PT.

Em meio às críticas de Lula à abertura de uma investigação no Congresso, parlamentares da base já tinham afirmado que não iriam apoiar o pedido de CPI de novo, caso a senadora fosse obrigada a recolher as assinaturas pela segunda vez.

O grupo alega que, diferentemente do que houve na CPI da pandemia, as autoridades já estão debruçadas sobre as pessoas que financiaram, estimularam e depredaram as sedes dos três Poderes; e que qualquer comissão parlamentar pode atrapalhar o andamento das pautas econômicas.

Nesta segunda, a PGR (Procuradoria-Geral da República) apresentou mais 150 denúncias contra pessoas envolvidas nos atos. Do total, 134 foram presas no dia 9 de janeiro em frente ao QG (Quartel-General do Exército), em Brasília, e são acusadas de incitar os crimes.

As outras 16 pessoas denunciadas nesta segunda foram presas em flagrante no Palácio do Planalto no dia 8 de janeiro e tiveram as prisões substituídas por medidas cautelares como o uso de tornozeleiras eletrônicas e a proibição de manter contato com os demais investigados.

O Ministério Público quer que elas sejam responsabilizadas pelos crimes de associação criminosa armada; abolição violenta do Estado democrático de Direito (golpe de Estado); dano qualificado contra o patrimônio da União, e deterioração de patrimônio tombado. O total de denunciados chega a 1.187.

Com informações da Folha de São Paulo.

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