Enel vai à Justiça para anular voto do diretor-geral da Aneel pela caducidade

Concessionária alega vícios de legalidade e cerceamento de defesa em processo na Aneel e tenta barrar votação prevista para a próxima semana

A Enel São Paulo ingressou com mandado de segurança na Justiça Federal solicitando que seja declarado nulo o voto proferido pelo diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Sandoval Feitosa, em 24 de fevereiro, pela recomendação de caducidade da concessão. A empresa requer liminarmente que a reguladora seja impedida de deliberar o processo até o julgamento do mérito da ação judicial. O tema está previsto para ir à votação na agência na próxima terça-feira (24).

Na petição inicial, protocolada na noite de terça-feira (17), a Enel também requereu que a Aneel seja impedida de utilizar no processo outros eventos além daqueles determinados no termo de Intimação nº 49/2024. A ação é assinada pelo jurista Marcus Vinicius Furtado.

A empresa sustenta que o processo na Aneel tem apresentado vícios de legalidade, com cerceamento de defesa, e que a antecipação do voto pelo diretor-geral desvirtuou o rito do processo legal.

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